Chuvas intensas prejudicam movimento das viagens rodoviárias em dezembro, segundo Abrati

De acordo com dados informados pelas empresas regulares resultado foi 18% menor do que o previsto e não supera a marca de 2019

JESSICA MARQUES

A Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) informou que as fortes chuvas que assolaram vários estados brasileiros em dezembro prejudicaram o movimento das viagens rodoviárias.

Segundo a associação, as chuvas atrapalharam a expectativa do setor de transporte rodoviário de passageiros, que era de superar os bons resultados alcançados em dezembro de 2019, quando as empresas regulares transportaram mais de 4 milhões de pessoas pelas estradas brasileiras.

Assim, apesar da recuperação em relação a 2020, o resultado registrado em dezembro de 2021 ficou abaixo do esperado e foi em média 18% inferior às previsões de antes das chuvas.

Entretanto, segundo a Abrati, embora as empresas não tenham conseguido atingir a meta almejada, o cenário é de otimismo, já que a expectativa é de que a demanda possa aumentar em janeiro em virtude do período de férias.

A associação ressalta ainda que, “mesmo diante da crise e da alta dos combustíveis e insumos, as companhias mantiveram os preços das passagens no mesmo patamar de anos anteriores, havendo em alguns casos até redução do valor do bilhete”.

LINHAS AFETADAS

As empresas foram afetadas principalmente na Bahia e em Minas Gerais.

Além disso, as empresas que atendem à região tiveram diversas linhas impedidas de circular ou sofreram atrasos significativos na operação.

A Gontijo, por exemplo, teve 20 linhas afetadas entre os dias 11 e 28 de dezembro.

No entanto, segundo a Abrati, mesmo diante desse fato, a empresa trabalhou junto às autoridades e a serviços de suporte à população atingida, realizando o transporte de alimentos (cestas básicas) para as cidades de Prado (BA), Jequié (BA), Itajuípe (BA) e Porteirinha (MG).

PLANO DE CONTINGÊNCIA

Outra viação que teve inúmeras viagens interrompidas pelas inundações, pontes quebradas e outros fatores foi a EMTRAM.

Neste caso, a empresa criou um plano de contingência com sua frota reserva para evitar transtornos ainda maiores, mas a ação não foi suficiente devido à proporção das chuvas ao longo dos últimos dias.

Segundo a Abrati, a empresa buscou ajuda de parceiros contratando veículos para substituir os que não retornavam a tempo para executar as viagens programadas, conseguindo minimizar o transtorno aos clientes, ganhando tempo para cumprir os protocolos de segurança e higiene antes da liberação de cada veículo.

A viação também aproveitou o momento de dificuldade para lançar na Bahia, em parceria com ONGs (Organizações não Governamentais) e instituições de apoio social das cidades onde operam, a #EMTRAMAJUDA, uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e roupas para ajudar as famílias que foram afetadas por esse desastre natural e aquelas em situação de necessidade.

O plano de contingência estabelece os procedimentos que devem ser adotados pelas empresas do setor durante as chuvas de verão. A meta é tentar dar mais agilidade no atendimento aos passageiros em casos de temporais. Isso inclui também o oferecimento de abrigos para quem eventualmente venha a sofrer com o cancelamento de viagens em virtude desses fenômenos naturais”, afirmou a conselheira da Abrati, Letícia Pineschi, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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