Surto de gripe foi motivo para falta de motoristas, alega Gontijo

Ônibus da empresa ficaram parados em Realeza. Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Problema ocorreu em Minas Gerais, mas empresa diz que situação foi normalizada

ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES

A Gontijo alegou que um surto de gripe foi a razão da falta de motoristas de ônibus registrada no início deste ano de 2022, em especial em Minas Gerais.

Imagens em redes sociais mostram passageiros reclamando de atrasos de partidas, cancelamentos de viagens e dificuldades para embarque. Em muitos casos, usuários se revoltaram.

Passageiros se revoltaram com o ocorrido. Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Em resposta ao Diário do Transporte, a Gontijo esclareceu que um surto de gripe que ocorre em Governador Valadares, que atende Realeza, um distrito da cidade mineira de Manhuaçu, prejudicou a escala da empresa.

“Vários motoristas, com atestado médico, não puderam trabalhar, por questão de segurança, tanto para evitar contágio para os passageiros, quanto também porque, nessas condições o motorista não está em situação normal para assumir o volante”, informou a Gontijo.

Com isso, a empresa informou que teve que ir buscando substitutos para cada um deles, o que, de fato, levou a alguns atrasos.

“A empresa lamenta o ocorrido e fez todo o possível para prejudicar ao mínimo possível a operação. Mas lembra que a segurança, tanto dos passageiros quanto dos motoristas, tem de ser sempre resguardada”, informou também a Gontijo.

O problema foi registrado no último domingo, 02 de janeiro de 2022 e na segunda (03). Entretanto, nesta terça (04) a situação já estava normalizada, de acordo com a empresa.

Funcionários, entretanto, em grupos de Whatsapp disseram que houve demissões na empresa desfalcando o quadro, além de que alguns teriam se recusado a assumir novas viagens sem um tempo mínimo de descanso em relação à jornada anterior.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes 

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. DeSouza disse:

    Antes de aplaudir a empresa, temos que aplaudir os profissionais que tão logo manifestaram sintomas, mesmo de gripe comum, evitaram tomar o volante.
    Medicamento para atenuar efeitos de gripes e resfriados podem prejudicar reflexos na atenção, sobretudo durante jornada noturna, para a qual não são todos eles adequados .
    Os passageiros, por mais frustrados que se sentiram com o atraso, não deixaram de seguir viagem, e certamente relevarão o problema. Informação e esclarecimento é tudo o que se quer.

    1. patrickdesouza@uol.com.br disse:

      Não sabe de nada inocente

  2. Marcia disse:

    Surto de gripe??? Que mentira!!! No início do ano 8 motoristas foram demitidos porque se recusaram a cumprir uma jornada de 12 horas seguidas de trabalho. Ou seja sair de BH e dirigir direto para Anchieta por exemplo. A empresa não está nem aí para as condições de trabalho dos motoristas e muito menos com a vida de seus clientes.

  3. Rob T. L. disse:

    Ei Empresa Gontijo de Transportes,

    Se vocês deram essa nota em exclusividade para este periódico, é por estarem na expectativa de ler as respostas dadas nos campos de comentários feitos nesta mesma página e assim as monitorarem, como um termômetro. Certo?

    Então vai aqui a minha resposta e percepção acerca do tema.

    Vocês estão mentindo.

    E o que é pior: mentindo descaradamente.

    Não é uma mentira simples, que já seria um escândalo, para uma empresa do porte, mas, como estão sem escrúpulos, há um bom tempo e por isso mesmo, passaram dos limites, e de forma reiterada e des-ca-ra-da, estão mentindo, exatamente por se sentirem (mas não são) os donatários do transporte de passageiros.

    Todo – o – mundo sabe, urbi et orbi, mais as torcidas do Corinthians, do Flamengo e toda a população de chineses e indianos que vocês estão mentindo.
    Que as práticas que vocês tem utilizado ao longo de um certo tempo de forçar os funcionários, através de escalas encavaladas, absurdas e abusivas, montadas de uma forma desleal e desumana mesmo, em que os motoristas e os agentes de bordo mal tem tempo de respirar, de tomar água, de se alimentar, nem dormir (nem cagar eles podem atualmente) são extremamente conhecidas.

    Na verdade, vocês querem o funcionário padrão Gontijo, em linhas gerais, em todos os aspectos e em todos os cargos – excetuando os puxa-sacos mais próximos da alta diretoria, os parasitas tipo carrapato-estrela, muito comuns aí na região Pampulhesca, não é verdade??? – sob o jugo do chicote. PÁ! Chicote intenso!

    E ai de quem escrever uma simples carta, solicitando melhorias de TRABALHO.
    Não são melhorias de vagabundagem, sra. diretoria ou coisa que o valha.
    São pessoas humanas, recursos humanos, sabem?, conhecem?, já ouviram ou viram?, que possuem suas necessidades, suas famílias, seus problemas (e muitos problemas ainda mais nesse período de pandemia) e que estão ofertando sua força de trabalho em troca de remuneração. São seres humanos.
    E vocês detêm essa demanda de trabalho e em troca a remuneram. Desde que essa real relação trabalhista tenha equilíbrio. O mínimo de equilíbrio.
    Um desses pontos de equilíbrio é o bem estar laboral.
    E mais ainda, por esses funcionários estarem dirigindo máquinas que conduzem pessoas. Então essas pessoas que conduzem pessoas devem estar 101% confortáveis em suas atividades.

    Quando o Abílio nasceu lá no sítio Bálsamo, lá de Carmo do Paranaíba (acho que em 1926 ou 1927, não sei)… Década de 1920, pronto; a humanidade estava acabando de sair de uma pandemia de gripe H1N1, popularmente e errôneamente chamada de gripe espanhola. Depois disso, nós tivemos surtos de doenças infecto contagiosas, mas que foram controladas, a contento, nada se comparando ao que vemos hoje.
    E o que vemos aí na “Gontijo resfriada” são bastantes funcionários estressados, pressionados, em risco, expostos aos desafios de trafegar nas diversas regiões do país, correndo em estrada, ultrapassando em locais não permitidos (tem uma série de vídeos no Youtube de canais de pessoas que filmam a estrada, sejam outros motoristas de ônibus, caminhoneiros, viajantes e que flagram ônibus da Empresa Gontijo fazendo ultrapassagens em locais perigosos, na faixa contínua e o pior, em curva! Só pesquisar mais a fundo que vão encontrar! Quem procura acha! Na 116 então, é uma maravilha, ou horror!) convivendo com toda uma horda de gente de tudo quanto é tipo, lado, cultura, procedendo de tudo quanto é forma…

    O que é melhor? Ver o ônibus de vocês chegando na alegria de Guarapari ou tomando um banho no profundo do rio Doce?

    Seus funcionários, querendo preservar a empresa de riscos maiores e a eles mesmos, estão solicitando melhorias de TRABALHO. Não são melhorias de vagabundagem. Não são mulheres e homens à toa por aí não. Repito: todos esses funcionários estão fixos na sede, nas regionais ou dirigindo máquinas que conduzem pessoas. Então essas pessoas que conduzem pessoas devem estar 101%, 102%, 103% confortáveis e seguros em suas atividades. 100% é pouco.

    Vocês aí da “Gontijo gripada” já pensaram que os seus veículos final 0 e 5 não estão transportando carga de abóbora? E até elas precisam de carinho. Sorriram né… Pois é… Eu já sabia! Parece (só parece) que de uns tempos pra cá, principalmente depois de terem abocanhado a São Geraldo (parece que a “São Geraldisse” contaminou vocês – essa conversa está bem virótica!), vocês não levam nada muito a sério (ou seria, muito nada a sério?)… Não é verdade?
    Vão deixar manchar uma história de quase 80 anos? Ano que vem né? 80 anos… Desse jeito que vocês estão encarando a realidade, e encarando as pessoas e a comunidade que trabalha para vocês, não chegam aos 90.

    O passageiro não é o REI? Tem uma história dessa, assim lá de 1993… Contada pelo fundador da empresa. “O passageiro é o REI…”

    Então, eu fico aqui pensando quem será que foi o lacaio que escreveu essa notinha de quinta categoria (muito mal escrita por sinal), e o pior, já entregando a empresa de uma forma assim, vexatória, né…

    Pois o(a) energúmeno(a), ou energúmen(x), fez o favor de escrever, abre aspas: “A empresa lamenta o ocorrido e fez todo o possível para prejudicar ao mínimo possível a operação. (…)”.

    Então vocês reconhecem que fizeram – todo o possível para prejudicar a operação… Nem que fosse o mínimo… Mas que prejudicasse, deixando toda aquela gente exposta, sem rumo, eira nem beira, numa Realeza e realidade detestáveis, numa madrugada longa e fria…

    E pior, essas pessoas pagaram por isso.

    E vocês de um modo mais rápido e fácil, põe culpa na Influenza – coitada, que pela ordem da natureza, está cumprindo o seu papel – e cumprindo muito bem podemos afirmar – de vírus. Seleção natural. Darwin…

    Vocês da Gontijo, que são empresa de ônibus, nesse caso específico, não estão cumprindo o vosso papel a contento.

    Então, Empresa Gontijo, cautela e canja de galinha (saúde!) não fazem mal para ninguém.

    Já é hora de rever seus conceitos, rever práticas, passar a tratar melhor quem carrega essa empresa nas costas, viu Luiz Carlos, Abílio Junior, Júlio César, Marco Antônio…

    É aquele tripé básico não é mesmo?… Cliente (que é o REI, conforme afirmação do fundador, lá em 1993), funcionário, e viabilidade econômica da empresa.

    Agora me respondam: sem o cliente para pagar pela passagem e remunerar o serviço de vocês, sem o funcionário habilitado, capacitado, satisfeito para conduzir a atividade lá na ponta do tráfego, ou manutenção ou administrativo, ou qualquer outro ambiente da organização, onde vocês conseguirão manter a viabilidade econômica para chegar em 2043? Ahm?!

    Pensem nisso.

    E pensem rápido pois está ficando muito feia a imagem que a Empresa Gontijo de Transportes CNPJ 16.624.611 está deixando no mercado. Troquem essa nota.
    Digam que farão um mea-culpa e refarão seus conceitos, reorganizando a empresa para que ela fique mais confortável, no equilíbrio laboral e dinâmica para valorizar de verdade, o principal funcionário de uma empresa de ônibus: O MOTORISTA.

    Passem bem!

    1. ANTONIO FERNANDO MENDES disse:

      “Na verdade, vocês querem o funcionário padrão Gontijo […] sob o jugo do chicote. PÁ! Chicote intenso!” A Gontijo, assim como muitas outras empresas de transportes de passageiros – sejam urbanas ou rodoviárias -, estão a manter as heranças da escravidão e tratam os motoristas como “a última classe de gente”, maneira corriqueira de se referir aos cativos durante os 350 anos de escravidão no Brasil.

  4. Evaristo H Ferreira disse:

    E aí Gontijo? Vai responder? Ou o que foi relatado acima é tudo verdadeiro?

    1. ANTONIO FERNANDO MENDES disse:

      Provavelmente vai se calar ou, na falta de desculpas melhores, irá redigir palavras evasivas em um texto de quem parece não ter se estendido muito nos estudos.

  5. Celio disse:

    Nossa!!! Levou um escracho histórico. Não tem nem o que refutar.

  6. Fernanda disse:

    Olá meu sonho é fazer parte dessa empresa como faço pra conseguir fazer parte da equipe espero ter uma resposta 🙏🏽

    1. Guilherme disse:

      É simples. É só apertar a campainha ou bater na porta da senzala que o feitor vem te receber

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