CPTM fecha passagem de nível na Linha 11-Coral, em Mogi das Cruzes, a partir deste domingo (02)

Encerramento da passagem reduzirá tempo de viagem entre Estudantes e Guaianases, segundo a companhia. Foto: Divulgação.

Pedestres não poderão mais atravessar pela Rua Doutor Deodato Wertheimer a partir desta data

JESSICA MARQUES

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) informou que vai fechar a passagem de nível na Linha 11-Coral, em Mogi das Cruzes, a partir deste domingo, 02 de janeiro de 2022.

Assim, os pedestres não poderão mais atravessar mais na passagem localizada na Rua Doutor Deodato Wertheimer, próxima à Estação Mogi das Cruzes.

Segundo a CPTM, a alternativa para os pedestres é utilizar a passagem de nível localizada na Praça Sacadura Cabral/Avenida Cabo Diogo Oliver, que fica ao lado da estação.

Em nota, a companhia justifica a medida detalhando que “o encerramento da passagem é fundamental para que a CPTM possa aumentar a velocidade de circulação dos trens e diminuir o intervalo médio entre composições no trecho entre Mogi das Cruzes e Guaianases dos atuais oito para sete minutos, beneficiando os mais de 680 mil passageiros de toda a Linha 11-Coral e dos municípios de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo, além dos passageiros do próprio município”.

O fechamento está sendo negociado entre a companhia e a Prefeitura de Mogi das Cruzes há mais de três décadas.

A permissão para a abertura das travessias em nível se deu através de instrumentos celebrados entre a CPTM, CBTU (empresa que operava o transporte de passageiros na região antes da criação da CPTM, em 1992) e a Prefeitura de Mogi das Cruzes e foram abertas a pedido do município, em caráter provisório, até que viadutos e túneis, cuja execução cabe ao município, estivessem prontas.

“As passagens em nível são estruturas incompatíveis com as atuais características operacionais da CPTM e da Linha 11-Coral, seja no aspecto técnico (pela necessidade de diminuir a velocidade de circulação dos trens, o que, por sua vez, tem como consequência o aumento do tempo de viagem e a interferência nos intervalos entre um trem e outro), como também na questão da segurança operacional, com risco de acidentes”, explicou o gerente de Operação da companhia, Vagner Rodrigues.

Tanto as intervenções necessárias para viabilizar as travessias em nível, quanto a mão de obra para operação das passagens, ficaram sob responsabilidade da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

    1. Dênis Douglas disse:

      De um em um minuto vc tem um trem a mais por hora atendendo a linha…

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