Metrô de BH segue em greve neste sábado (25), mas mantém atendimento nos horários de pico

Categoria decidiu acatar liminar do TRT, que determina que serviço opere 100% das 5h30 às 10h, pela manhã, e das 16h30 às 20h

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de Belo Horizonte voltou a operar neste sábado em escala mínima.

A greve de protesto dos metroviários entra no terceiro dia, mas a categoria decidiu acatar decisão liminar que exige o funcionamento do serviço de transporte nos horários de pico.

Os metroviários decidiram acatar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho em assembleia realizada ontem, na Praça da Estação, centro de BH.

Na próxima segunda-feira (27) haverá uma audiência de conciliação.

Caso a greve persista, a liminar determina que no dia 31, véspera de Ano Novo, o Metrô de BH deverá funcionar das 5h30 às 10h e das 16h30 às 23h.

Como mostrou o Diário do Transporte, a greve foi determinada em assembleia da categoria realizada no domingo, dia 19 de dezembro. O Sindimetro-MG informou que a decisão foi tomada em protesto contra os trâmites da privatização do Metrô de BH, empresa pertencente à CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), estatal federal.

Na reunião realizada na Estação Central, na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, que decidiu pela greve, o presidente do sindicato, Romeu José Machado Neto, questionou resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República que impede a possibilidade dos metroviários de BH solicitarem transferência para outras unidades da CBTU.

A decisão do Conselho vai contra acordo coletivo vigente, afirma o Sindometro-MG.

A Resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, publicada pelo Ministério da Economia no dia 15 de dezembro passado, aprovou a modalidade operacional e as condições para a desestatização da CBTU em Minas Gerais, “por meio da alienação das ações do Veículo de Desestatização MG Investimentos S.A.. – VDMG Investimentos, como parte da desestatização da CBTU, no Programa Nacional de Desestatização – PND”.

A licitação será definida pelo maior valor de oferta para a aquisição das ações.

A concessão terá vigência de 30 anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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