Governador do MT diz que já pagou toda a dívida do VLT com a CEF

Empréstimo havia sido feito em 2012 para custear as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos Cuiabá-Várzea Grande; montante de R$ 572 milhões foi quitado integralmente

ALEXANDRE PELEGI

O Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, informou oficialmente hoje que quitou integralmente a dívida que o Estado tinha com a Caixa Econômica Federal.

O valor de R$ 572 milhões era referente a um empréstimo feito em 2012 destinado para as obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) Cuiabá-Várzea Grande.

De acordo com Mauro Mendes, a quitação da dívida libera o governo do MT de qualquer necessidade de autorização da CEF para construir o corredor BRT (Bus Rapid Transit) no lugar do VLT.

Como mostrou o Diário do Transporte, Mauro Mendes anunciou em 25 de novembro de 2021 que negociava com a CEF a quitação da dívida com recursos estaduais para finalmente poder licitar a implantação do sistema de corredores de ônibus rápidos e elétricos entre a capital Cuiabá e a cidade de Várzea Grande. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/25/video-mato-grosso-vai-quitar-financiamento-de-r-560-milhoes-do-vlt-com-a-caixa-para-licitar-brt-cuiaba-varzea-grande/

Mauro Mendes afirmou hoje que, após o BRT ter o edital de licitação publicado, “em breve poderemos dar a ordem de serviço para as obras. Essa foi uma decisão técnica que representa o melhor para a população, que vai contar com um veículo moderno, não poluente, 100% elétrico, acessível e com uma tarifa muito mais barata que o VLT”, afirmou.

Enquanto isso, corre na Justiça uma ação movida pelo Estado exigindo indenização de R$ 1,2 bilhão para a concessionária responsável pelo VLT. A ação, segundo o governador, é para que a população do estado seja indenizada pela não entrega da obra. O governo pede ainda na justiça que o consórcio encaminhe a retirada e venda dos vagões abandonados.

Mauro Mendes afirmou que com isso seu governo está “dando fim” a um capítulo vergonhoso e enterrando “esse que é um dos maiores símbolos da corrupção no nosso estado”.

BRT

Já o processo de implantação do BRT depende agora de processo licitatório, de acordo com o comunicado do governo mato-grossense. A licitação foi publicada no dia 13 de dezembro passado, com a sessão de abertura das propostas marcada para o dia 27 de janeiro de 2022.

Chegamos ao desfecho desse imbróglio, após tantos anos de espera da sociedade. O BRT será uma solução definitiva, com custo menor para os cidadãos e mais econômica para o Estado, proporcionando uma mobilidade urbana mais vantajosa para todos, pois os corredores do BRT integrarão também os ônibus de linha tanto de Cuiabá, como de Várzea Grande, além de ter a possibilidade de expansão para todos os cantos das cidades”, destacou o governador.

O anteprojeto apresentado pela Sinfra-MT prevê cinco linhas, incluindo três semi-expressas. As cinco linhas do BRT serão: BRT 1 Terminal CPA – Terminal André Maggi (parador), BRT 2 Terminal CPA – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 3 Terminal André Maggi – Área Central de Cuiabá (semi-expressa), BRT 4 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (parador) e BRT 5 Terminal Coxipó – Área Central de Cuiabá (semi-expressa).

A obra completa está orçada em R$ 480 milhões (R$ 480.500.531,82), que compreende a elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT. Além disso, estão embutidos nesse valor as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande, um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, de uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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