Secretário Ricardo Teixeira convoca reunião extraordinária do CMTT para discutir tarifa e subsídios do sistema de ônibus de São Paulo

Reunião será realizada nesta quarta-feira, 22 de dezembro de 2021; valor da passagem de ônibus não é reajustada desde 2019

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de São Paulo abriu o processo de discussão sobre eventuais alterações na tarifa e subsídio do sistema de transporte coletivo da capital.

É o que se pode depreender da convocação do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte – CMTT feita em Diário Oficial nesta terça-feira, 21 de dezembro de 2021, pelo Secretário Municipal de Mobilidade e Trânsito, Ricardo Teixeira.

Como Presidente do Conselho, Teixeira convocou reunião extraordinária para esta quarta-feira (22) às 09h com a pauta “Tarifa, custos e subsídios do sistema de transporte público por ônibus, da Cidade de São Paulo – SPTRANS”.

Como mostrou o Diário do Transporte, há um mês o prefeito Ricardo Nunes disse projetar um aumento de 15% na tarifa dos ônibus municipais de São Paulo se não houver nenhum apoio federal. Em conversa com parlamentares ele afirmou que a prefeitura não suporta uma elevação nos subsídios pagos à prestação de serviços pelas empresas de ônibus que anualmente ultrapassam R$ 3 bilhões.

Hoje a tarifa na cidade é de R$ 4,40 e está congelada desde 2019.

O governo Bolsonaro sinalizou que não deve criar um benefício direto para custear as passagens de transportes, mas que podem ser encontradas alternativas.

Há duas propostas principais na mesa: o Governo Federal bancar as gratuidades nos ônibus, trens ou metrô para pessoas a partir de 65 anos ou, então, a criação de um VTS (Vale-Transporte Social), destinado a pessoas que estão inscritas formalmente em programas sociais do Governo e que, por isso, são de baixa renda.

Ainda não há uma definição sobre qual proposta pode ser aplicada em curto-prazo, mas o consenso é que sem um socorro federal, os transportes públicos, em especial os ônibus municipais, podem perder qualidade, ampliar os problemas operacionais e, em vários casos, parar, como já está ocorrendo em diversas cidades.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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