‘Busão Bom é Busão Legal!’ tem como objetivo alertar os passageiros sobre riscos e contratempos
JESSICA MARQUES
A Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) lançou, neste mês de dezembro, a campanha nacional “Busão Bom é Busão Legal!”.
O objetivo é alertar os passageiros sobre os riscos e contratempos que podem sofrer ao optarem pelo transporte clandestino.
A iniciativa, com concepção do marketing da Abrati e criação e execução da SG Propag, foca na “ilegalidade travestida de modernidade e tecnologia, que confunde ainda mais a população com o título de fretamento colaborativo”.
Com uma linguagem simples e descontraída, a campanha visa sensibilizar e conscientizar os passageiros para os riscos do transporte ilegal, que ganhou espaço em 2020, por conta da restrição do transporte rodoviário regular de passageiros.
“Durante a pandemia, o transporte clandestino, que não segue as regras de controle e respeito ao cliente, aproveitou o cenário de redução das linhas regulares para crescer em torno de 30% no país, sofisticando-se e tomando ares de legalidade, em especial nos canais de venda online”, destaca Letícia Pineschi, porta-voz da Abrati.
Segundo Letícia, hoje, mesmo com o retorno das linhas regulares, ainda existe uma grande parcela da população que recorre ao transporte ilegal por conta das tarifas mais baratas. “Mas, essa possível vantagem é uma ilusão, já que não leva em conta as garantias para uma viagem tranquila e segura”.
PROBLEMAS COTIDIANOS
A nova campanha da Abrati apresenta problemas cotidianos de quem embarca em serviços clandestinos.
“Inspirados nos relatos reais, criamos situações para mostrar ao público o que pode acontecer ao viajar com uma empresa ilegal. Ao criar a campanha, nossa maior preocupação foi mostrar as situações de forma mais leve, sem esquecer a gravidade do assunto“, afirmou o diretor geral da agência de publicidade, Bob Santos, em nota.
ação será divulgada para todas as associadas Abrati e para entidades parceiras e estará no ar por um mês com vídeos de 30 segundos nas três principais emissoras de TV aberta do Brasil em nove estados e o Distrito Federal, além das redes sociais da entidade.
Os filmes relatam as dores de cabeça que os passageiros podem ter com o uso de aplicativos. Entre elas, estão os casos de cancelamentos de viagem em cima da hora, fazendo com que os usuários percam seus compromissos, as infinitas horas que podem perder na estrada quando o ônibus quebra ou é parado pela fiscalização, os embarques e desembarques em locais distantes e perigosos, os atrasos recorrentes, e muitas outros casos que comprometem a garantia de uma boa viagem.
“O momento é muito oportuno, tendo em vista a alta da demanda que se inicia com os feriados, festas de final de ano e férias”, disse também Letícia Pineshi, que complementa explicando que os perigos que cercam os transportes clandestinos são inúmeros, pois além de todos os contratempos que os passageiros podem sofrer, ainda há uma maior probabilidade de envolvimento em acidentes.
“Por isso, precisamos mostrar aos usuários de transporte clandestino que o serviço oferecido por esse tipo de empresa não dá nenhuma garantia e qualquer tipo de amparo caso algum acidente venha a acontecer. Toda essa irresponsabilidade, não apenas coloca em risco a vida de milhões de passageiros em todo o Brasil, mas também ceifa milhares de vidas de outros viajantes que circulam nas rodovias”, destaca.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
