Passageiros voltam a relatar falta de papel para imprimir o QR Code do TOP em estações de trem, metrô e monotrilho

Pela foto tirada pela passageira, avisos impressos em papel indicavam que máquinas estavam sem papel para imprimir o QR Code do TOP em Osasco

Problemas, nesta quinta-feira (02) foram registrados em Osasco e Itaquera e, na noite de quarta-feira (1º)

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

Passageiros voltaram a relatar falta de papel para imprimir o QR Code do TOP em estações de trem, metrô e monotrilho na capital paulista e cidades vizinhas entre a noite desta quarta-feira, 1º dezembro de 2021, e a manhã desta quinta (02).

Segundo os usuários de ônibus do sistema EMTU e da rede de trilhos, o problema tem sido recorrente.

Nesta quinta-feira (02), passageiros apontaram falta de papel nas máquinas da Estação Osasco, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A usuária Carol Maximiano diz que havia também totens desligados e vandalizados.

“E quando acaba o papel, quem é responsável por abastecer as máquinas ?? Setre totens na estação de Osasco, dois desligadas, três sem papel e uma vandalizada” – postou.

Pela foto tirada pela passageira, avisos impressos em papel indicavam que máquinas estavam sem papel para imprimir o QR Code do TOP.

Outro usuário apontou na manhã desta quinta-feira (02) também falta de papel nas máquinas do TOP do Metrô Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Passageiros reportaram ainda falta de papel na noite de quarta-feira (1º) na estação Jardim Planalto, na linha 15-Prata de monotrilho.

Na última quarta-feira, 29 de novembro de 2021, o Diário do Transporte, mostrou que passageiros relataram falta de papel para o QR Code do TOP na estação Tietê, da linha 1-Azul do Metrô.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/29/passageiros-relatam-falta-de-papel-para-imprimir-qr-code-do-top-em-estacao-de-metro/

Na ocasião, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) informou ao Diário do Transporte que “a reposição de papel nas máquinas de autoatendimento, esclarecemos que as equipes são treinadas e dispõem de uma rede de suporte para evitar situações pontuais como essa. É uma estação com alto volume de passageiros e em nossa monitoria identificamos quando um ATM está com pouco papel. No processo atual são abertos os chamados preventivos para estas situações. Estamos com ações de melhoria no hardware do equipamento, além de novas atualizações que prevemos a redução destes chamados”.

A reportagem pediu esclarecimentos sobre estes novos casos apontados pelos passageiros.

A STM relatou, em resposta, as providências tomadas.

A estação Itaquera do Metrô conta com quatro máquinas de autoatendimento. Na manhã de hoje e até este momento, todas operam normalmente. Já a área da CPTM, que possui três equipamentos, neste momento, está com um equipamento em manutenção com prioridade de atendimento. Importante reforçar que as demais quatro ATMs estão em pleno funcionamento.

A estação Osasco tem instaladas sete máquinas de autoatendimento. Na manhã de hoje (02/12), um dos equipamentos foi vandalizado e precisará de reparos estruturais. Neste momento, outra ATM aguarda manutenção já com prioridade máxima de atendimento e cinco operam normalmente.
Já a estação Jardim Planalto possui duas máquinas de autoatendimento, que passaram por indisponibilidade nessa madrugada, e funcionam normalmente neste momento. O atendimento e resolução de qualquer problema de ATM inoperante é resolvida num prazo máximo de 8 horas (contratual). Para melhorar os serviços nessa transição das bilheterias, estamos intensificando os monitoramentos preventivos e atualizações das máquinas garantindo o melhor serviço à população.
Sobre a reposição de papel nas máquinas de autoatendimento, temos equipes treinadas e uma rede de suporte para evitar situações como essa. São estações que estão com monitoria intensificada para identificar preventivamente quando um ATM está com pouco papel. Além disso, estamos com melhorias no hardware do equipamento e novas atualizações para reduzir estes chamados.

Os passageiros também podem adquirir a passagem pelos canais oficiais do TOP no WhatsApp (11 3888-2200), pelo aplicativo TOP e em mais de 8 mil pontos comerciais distribuídos na capital e região metropolitana que podem ser consultadas no site boradetop.com.br.

Totem da estação Jd. Planalto

 

SALDO DO BOM COM O GOVERNO E EMPRESAS DE TRANSPORTES

Ministério Público que questionou a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) sobre os saldos residuais que vão sobrar no Cartão BOM, que será descontinuado, e não poderão ser transferidos para o TOP, novo cartão dos ônibus do sistema EMTU e nos trilhos: CPTM e Metrô.

O promotor da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital Paulista, Luiz Ambra Neto, instaurou um PPIC (Procedimento Preparatório de Inquérito Civil) com uma série de questionamentos sobre a mudança de cartões, em especial sobre o saldo residual que cada BOM pode ter e não será transferido para o TOP e nem será usado nos ônibus e trens, apesar de serem valores já pagos pelos passageiros.

A partir de janeiro de 2022, o Cartão BOM não poderá ser mais carregado, o saldo pode ser usado até o final. Entretanto, como não haverá transferência de saldo do BOM para o TOP, as sobras que ficarem no BOM e não forem suficientes para pagar uma passagem inteira poderão ser perdidas pelos passageiros, ficando nos bolsos do Governo do Estado de São Paulo e com as operadoras dos sistemas de trilhos e de ônibus. Na prática, é quase impossível zerar o Cartão BOM em muitos casos.

Em cada cartão, devem sobrar valores baixos, entre alguns centavos e R$ 4, R$ 5. Mas somados todos os milhões de cartões BOM que existem, os valores serão milionários.

Tudo dinheiro já pago diretamente pelo passageiro na modalidade Comum do BOM ou pelo empregador que comprou o Vale-Transporte do funcionário.

Ouça e entrevista em:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/26/entrevista-mp-entra-no-caso-da-mudanca-do-bom-para-o-top-e-cobra-da-gestao-doria-explicacoes-sobre-residual-que-pode-ser-perdido-por-passageiros/

Entidades de defesa do consumidor criticaram o fato de o Governo do Estado ficar com estes residuais por não haver transferência de saldo entre cartões, ainda mais porque tanto o BOM como o TOP são administrados pela mesma empresa, a Autopass.

O coordenador de mobilidade do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Rafael Calábria, disse em entrevista ao Diário do Transporte que o ato é uma prática abusiva que que o passageiro não deve pagar por uma escolha do Governo do Estado em trocar o Cartão.

“O usuário não pode ter um ônus para continuar tendo acesso à bilhetagem porque o Governo do Estado decidiu mudar o bilhete. O que se espera é que o Governo do Estado dê transparência a este ponto da mudança, atenda a cada uma das pessoas e proceda eletronicamente uma transferência. O acesso ao dinheiro que é da pessoa é garantido por lei. “ – disse Calábria.

“É uma questão relevante sim. Podem ser valores pequenos por cartões, mas somando, no total é um valor grande” – complementou

Já o Procon, em nota ao Diário do Transporte, voltou a defender que o passageiro do transporte metropolitano não pode perder um centavo sequer no processo de descontinuidade do Cartão BOM e entrada de um novo bilhete, o TOP, a ser usado no Metrô, CPTM e ônibus do sistema EMTU.

Os créditos existentes no cartão BOM terão que ser esgotados, não pode haver cancelamento sem que eles sejam utilizados qualquer que seja o pretexto.

Sendo criado um novo cartão os créditos devem ser passados para o novo cartão ou o cartão anterior deve ser mantido com o usuário até o esgotamento dos créditos existentes.

Um abaixo-assinado virtual endereçado ao governador de São Paulo, João Doria, pede que a gestão estadual encontre uma forma para que sejam transferidos os créditos do Cartão BOM para o Cartão TOP nos transportes metropolitanos: ônibus do sistema EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), Metrô e CPTM.

O endereço da petição é:  https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR121457

FRAUDES:

Em 30 de novembro de 2021, uma operadora de telemarketing de 24 anos, foi presa em flagrante por estelionato na Avenida Brasil, no Parque das Américas, em Mauá. Policiais civis atenderam a ocorrência e localizaram a autora – ela havia acabado de imprimir 40 bilhetes de transporte sem ter efetuado o pagamento de nenhum deles. Os tickets e um cartão bancário foram apreendidos. O caso foi registrado pelo 1º Distrito Policial do município, que requisitou perícia aos institutos Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC).

Foi o segundo caso de investigação de fraude da nova bilhetagem eletrônica lançada pelo governador João Doria para os transportes metropolitanos: ônibus EMTU, Metrô e CPTM.

Como mostrou o Diário do Transporte, um suspeito foi detido em 21 de novembro de 2021 nas proximidades da estação Mauá da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Polícia Civil obteve informações de que golpistas estariam nas máquinas de QR Code do TOP nas estações de CPTM e Metrô e terminais de ônibus fazendo um procedimento que permite a impressão dos códigos com o cancelamento da compra posteriormente, ou seja, conseguem imprimir, mas não pagam nada.

Segundo a Polícia, diversos destes bilhetes passaram normalmente nas catracas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/11/25/policia-identifica-esquema-de-fraude-com-o-qr-code-do-top-dos-transportes-metropolitanos-de-sao-paulo/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. rebU disse:

    Mais alguém suspeita de que essa falta de papel também pode estar relacionada com os vigaristas que estão retirando bilhetes sem pagar para revender?

  2. Robernildo disse:

    Essa é a forma do PSDB governar SP por quase 40 ano

  3. Gente isso e uma vergonha onde trabalho também não estam conseguindo colocar crédito para nós colaboradores… O app top não me dá opção de comprar recarga para o cartão no uso de função ônibus.

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