Doria mantém obrigatoriedade do uso de máscaras mesmo após 11 de dezembro em ambientes abertos no estado de São Paulo

Medida foi tomada após recomendação do comitê que acompanha a covdi-19 no Estado diante das incertezas sobre a variante ômicron do coronavírus

ADAMO BAZANI

O governador de São Paulo, João Doria, decidiu nesta quinta-feira, 02 de dezembro de 2021, manter a obrigatoriedade do uso de máscaras em todo o Estado, mesmo ambientes abertos, inclusive, após o dia 11 de dezembro, data inicialmente prevista para flexibilização da exigência.

A medida atende a recomendação do Comitê Científico que acompanha a covdi-19 no Estado diante das incertezas sobre a variante ômicron do coronavírus.

Por meio de nota, Doria diz que o momento é de precaução.

“Decidimos adotar essa medida por prudência com o cenário epidemiológico no estado. Todos os números demonstram que a pandemia está recuando em São Paulo, mas vamos optar pela precaução. O nosso maior compromisso é com a saúde da população”, disse Doria.

O estado não informou um prazo limite para derrubar a obrigatoriedade, o que deve depender do comportamento da doença, mas sinalizou que pelo menos até as festas de passagem de ano, o uso continuará sendo exigido.Na recomendação feita ao Governo de São Paulo, segundo a nota, o Comitê Científico apontou que há incertezas quanto ao impacto da variante ômicron às vésperas do fim de ano. Os períodos de Natal e do Réveillon costumam provocar grandes aglomerações, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias como a covid-19.

O governo ainda diz que São Paulo foi o primeiro estado a instituir um Centro de Contingência da Covid-19 no país, em 26 de fevereiro de 2020, imediatamente após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Além disso, São Paulo foi um dos primeiros estados a exigir o uso de máscara e a implantar a quarentena.

Além dos ambientes abertos, continuará a exigência em ambientes fechados e no transporte público, como em terminais, estações, pontos, paradas, vans, micro-ônibus urbanos, ônibus rodoviários, trólebus, monotrilho, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), BRT (Bus Rapid Transit), trens, metrô.

O uso no transporte individual privado, como em táxis e carros de aplicativo, também continua obrigatório, assim como em aviões e aeroportos.

As pessoas terão de manter a máscara também em comércio de rua, shoppings, cinemas, teatros, casas de shows, igrejas, templos em geral, postos de combustíveis, lojas de conveniência, etc.

Na nota, o governo ainda faz um balanço da vacinação.

Em São Paulo, a vacinação contra a Covid-19 prossegue em ritmo acelerado, com os maiores percentuais de população imunizada no país. Nesta quinta, o Vacinômetro (https://www.saopaulo.sp.gov.br/) registra 78 milhões de doses aplicadas nos 645 municípios paulistas, com 76,15% da população com esquema vacinal completo e 84,7% protegida por ao menos uma dose de imunizante.

 Em comparação a países com população igual ou superior a 40 milhões de pessoas, São Paulo figuraria no quarto lugar entre as nações que mais vacinam no mundo, atrás apenas de Espanha (80,49%), Coréia do Sul (80,03%) e Japão (77,31%) e à frente de China (74,53%), Itália (73,03%), França (69,79%), Reino Unido (68,03%), Alemanha (68,06%), Brasil (62,92%) e EUA (58,23%) – os percentuais são atualizados periodicamente pelo portal Our World In Data, da Universidade de Oxford.

RÉVEILLON NA CAPITAL PAULISTA

A festa de réveillon na capital paulista será cancelada pela prefeitura.

Segundo o acompanhamento do comitê municipal, há riscos nas aglomerações, em especial em eventos como da Avenida Paulista.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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