Nunes diz que tarifa de ônibus em São Paulo pode subir 15% em 2022 e pede ajuda de governo Bolsonaro para evitar

Outros prefeitos também foram à Brasília pedir auxílio federal; compensação de aumento do diesel pode ser saída

ADAMO BAZANI

Prefeitos da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) estão nesta quarta-feira, 24 de novembro de 2021, pressionando o governo do presidente Jair Bolsonaro para que haja algum apoio federal para reduzir os percentuais ou evitar os aumentos de tarifas de ônibus em 2022.

Entre os chefes dos executivos municipais está o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes.

Conversando com ministros e parlamentares, Nunes disse projetar um aumento de 15% na tarifa dos ônibus municipais de São Paulo se não houver nenhum apoio federal e que a prefeitura não suporta uma elevação nos subsídios pagos à prestação de serviços pelas empresas de ônibus que anualmente ultrapassam R$ 3 bilhões.

Segundo Nunes, é “preocupante e assustadora” a situação.

“Imagina repassar isso para a população num momento de retomada da economia?”, disse segundo o jornal Metrópoles.

Hoje a tarifa na cidade é de R$ 4,40 e está congelada desde 2019.

O governo Bolsonaro sinalizou que não deve criar um benefício direto para custear as passagens de transportes, mas que podem ser encontradas alternativas.

Uma delas, seria uma medida provisória prevendo uma espécie de fundo que equalizasse os impactos do aumento do diesel para as operações de transportes urbanos e metropolitanos de passageiros.

O diesel subiu 65% neste ano e representa entra 25% e 30% dos custos das empresas de ônibus.

Os prefeitos também conversaram com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

Os chefes dos executivos entenderam que parece haver uma disposição do Governo Federal em verificar saídas, mas nos bastidores acreditam que apenas uma parte dos pedidos que fizeram deve ser atendida, o que já seria um alívio.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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