Presidente da estatal já havia afirmado que objetivo é utilizar mecanismos inovadores para bancar projetos de novas linhas
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metrô de São Paulo está convocando uma Assembleia Geral de acionistas para dia 19 de novembro de 2021, às 11:00 horas, para autorizar a primeira emissão pública de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 400 milhões.
A Assembleia deverá autorizar também a abertura do capital da Companhia na categoria B da CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Nessa categoria a empresa só pode negociar emissões de dívidas sem a conversão em ações.
O presidente da estatal, Silvani Pereira, havia adiantado há alguns dias em entrevistas à imprensa que a ideia é levar a empresa ao mercado de capitais.
As debêntures são uma forma de captação de financiamento no mercado utilizados por empresas. A debênture é um título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor.
A companhia vem buscando desde a nova gestão ajustar os balanços contábeis e cortes de gastos operacionais. O objetivo é preparar a empresa para o acesso ao mercado de capitais no futuro, plano que foi postergado devido ao impacto da covid-19.
Devido à pandemia, o Metrô de SP deve fechar 2021 com prejuízo superior a R$ 1 bilhão.
Com a emissão dos títulos, a ideia é criar mecanismos de captação de recursos, que possibilitarão alavancar projetos de novas linhas. A Linha 20 – Rosa, que fará a ligação da zona oeste da capital a Santo André, pode ser uma das primeiras a experimentar o novo modelo.
A ideia é ter soluções criativas de financiamento para bancar a expansão do Metrô, o que incluiria o acesso ao mercado de capitais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
