Manaus vai auditar gastos do transporte público com aplicativo em tempo real

No mês de agosto, foi registrado um gasto de R$ 53 milhões e arrecadação do sistema foi de R$ 38 milhões

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Manaus anunciou nesta segunda-feira, 27 de setembro de 2021, que a gestão municipal vai determinar a criação de um aplicativo para monitorar os custos de operação do transporte coletivo em tempo real.

A conta não está fechando.

Segundo a administração, no mês de agosto, foi registrado um gasto de R$ 53 milhões e arrecadação do sistema foi de R$ 38 milhões.

O aplicativo deve monitorar em tempo real itens como consumo de combustível, lubrificantes, rodagem, peças e acessórios, além de levar em conta custos que entram nas planilhas como depreciação, remuneração de pessoal, benefícios (cestas, lanches e refeições), despesas administrativas e tributárias, entre outros.

Por meio de nota, o prefeito David Almeida disse que a ferramenta deve trazer mais transparência a estes gastos.

“Nossa gestão está sempre buscando pela inovação e tecnologia, aliada também à economia  e à atenção ao dinheiro gasto dos cofres públicos, é por isso que eu estou todos os dias nas ruas fiscalizando obras, vendo se o que pagamos está de acordo com o que é feito. Agora, nós acordamos que será desenvolvido, criado pela prefeitura, um aplicativo, um sistema, que vai monitorar o uso de combustíveis, rodagem, troca de lubrificantes e outros, buscando assim reduzir os gastos e também auxiliar na nossa transparência e prestação de contas”

O anúncio foi feito durante reunião interna para apresentação de custos e informações sobre o transporte coletivo de Manaus, na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), no bairro Cachoeirinha, zona Sul.

Segundo a prefeitura, o transporte coletivo em Manaus tem uma frota de 1.204 ônibus, entre micro-ônibus, convencionais e articulados.

O poder público admite que o serviço é um dos mais caros aos cofres públicos do município, em insumos, sendo necessária a compensação da diferença do valor gasto e arrecadado.

Os subsídios impediram a paralisação das linhas como ocorreu em outras cidades, de acordo com a prefeitura.

“Manaus foi uma das três capitais que não sofreram paralisação dos ônibus durante a pandemia, e isso graças à prefeitura, que está preocupada em manter os serviços prestados à população, da melhor forma possível, inclusive com a recuperação de boa parte da frota e compra de novos ônibus”, concluiu o prefeito na mesma nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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