Irizar diz que as emissões podem ser reduzidas em até 96% dependendo do poluente e o custo com o combustível chega a 30% menos; Modelo é para o mercado Europeu
ADAMO BAZANI
A Irizar apresentou de forma oficial nesta quinta-feira, 16 de setembro de 2021, o modelo rizar i4 movido a gás natural liquefeito (GNL) para o mercado Europeu.
Segundo a empresa, o veículo tem uma autonomia de até mil quilômetros em uso interurbano ou em percursos curtos.
É o primeiro veículo equipado com esta tecnologia para a categoria chamada na Europa de classe II, para o transporte metropolitano, para o transporte escolar, de empresas ou para fretamento ocasional.
O modelo conta com dois tanques cilíndricos de tipo criogênico (com 162º C negativos) situados longitudinalmente de ambos os lados no bagageiro central do veículo.
Os equipamentos são estanques e ficam isolados da área de passageiros.
Os tanques têm capacidade para 704 litros de gás e um peso de 830 kg completamente cheios.
Quanto à carroceria, o veículo atende aos requisitos do Regulamento R66.02, de tombamento e deformação.
Os componentes utilizados e a instalação, segundo a empresa, cumprem os protocolos de segurança, estabelecidos pelo Regulamento 110.
Em nota, a Irizar diz que as emissões podem ser reduzidas em até 96% dependendo do poluente e o custo com o combustível chega a ser 30% menor
Por se tratar de um combustível alternativo, ecológico e econômico e de uma tecnologia madura e disponível, o Gás Natural é um vetor de grande importância na transição energética. Além da autonomia de até 1000 km, os benefícios ambientais desta tecnologia permitem reduzir as emissões de CO2 em 25%, as de NOx em 85%, e as de partículas em 96%, minimizando até níveis próximos a zero as emissões de referência para a qualidade do ar que afetam a saúde.
Além de proporcionar um maior rendimento térmico do que o diesel, os níveis de ruído reduzem-se em 50%. No que se refere ao seu custo operacional (TCO), calcula-se que a redução pode alcançar os 30%, dependendo da diferença entre o custo do gás natural e do diesel. O custo de manutenção segue sendo similar ao de um veículo diesel convencional.
A linha de veículos GNL (biogás natural liquefeito) da Irizar inclui os seguintes modelos de ônibus:
– Irizar i4,
– Irizar i6S
– Irizar i6.
O modelo Irizar i4 está disponível também com o novo chassis Scania NBG de 9l Euro6E de 340 cavalos.
Ao longo de 2022, este novo chassi também vai integrar o conjunto como os modelos Irizar i6 e Irizar i6S, para serviços urbanos, de média e de longa distância, com um chassis de nova geração NBG de 13l e 410 cavalos, com comprimentos de 12 a 15 metros.
Há duas opções de tanques de biogás: tanque individual ou dois tanques separados, para oferecer diferentes autonomias e capacidades do bagageiro.
A Irizar diz que em comparação com o GNC (Gás Natural Comprimido), o GNL, ou gás natural liquefeito, ocupa menos volume (600 vezes menor), e possui uma densidade energética 1,4 vezes superior e um menor peso do sistema completo.
Além do GNL, a Irizar tem outros modelos para tecnologias alternativas ao diesel: ônibus elétricos zero emissões, ônibus a diesel, biogás, gás natural, HVO, híbridos, biodiesel e B100. Um amplo catálogo de possibilidades, que abrange todos os segmentos do mercado, incluindo os ônibus urbanos e de média e longa distância, para serviços regulares, fretados ou Premium.
Na nota enviada ao Diário do Transporte, a Irizar informa mais detalhes do modelo:
Na sua versão L, o modelo Irizar i4, de piso liso e corredor baixo para uma melhor acessibilidade, tem um comprimento de 12,2 metros, porta central dupla com PMR integrado do fabricante Masats e é fabricado sobre o chassis Scania 320 EB 4X2 E6D biogás GNL, com uma motorização de 9l e 320 cavalos. Dispõe de 49 lugares sentados, um PMR e capacidade de 13 passageiros de pé, e prestará serviços de curtas distâncias, com paradas frequentes. Este modelo inclui também displays de indicação do destino, sistema CCTV de videovigilância e um monitor digital de controle de gás, que permite ao condutor verificar as incidências no sistema de gás e cumprir com todos os protocolos de segurança.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
