CPI do transporte coletivo de Blumenau (SC) ouve diretor da BluMob

Veículos do transporte coletivo municipal. Foto: Almir Alves/Ônibus Brasil.

Subsídios do poder público, tarifa do transporte e medidas sanitárias durante a pandemia foram alguns dos assuntos abordados

WILLIAN MOREIRA

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga os contratos e a situação do transporte coletivo de Blumenau, em Santa Catarina, ouviu em reunião nesta quarta-feira, 15 de setembro de 2021, o diretor jurídico institucional da Blumob, Maurício Queiroz de Andrade.

O diretor respondeu os questionamentos de membros da CPI e vereadores da cidade a respeito de três fatos considerados pela comissão como um tripé: os subsídios repassados pela prefeitura para a concessionária de transportes, a não construção de uma garagem e o regramento das medidas sanitárias efetuadas durante a pandemia.

De acordo com Andrade, a pandemia trouxe novos problemas e uma realidade diferente da normal, impactando vários setores, inclusive o de transporte no país, cabendo aos envolvidos repensar o sistema atual para reduzir custos e manter todo sistema funcionando.

O transporte público precisa ser repensado. Se a tarifa for a única forma de receita, a operacionalização do sistema não será mais possível”, afirmou o diretor.

O representante da BluMob também tocou no tema da tarifa. Em julho de 2020, o valor deveria ser de R$ 5,34 e em julho deste ano o valor poderia ter aumentado para R$ 6,20, pontuando que os repasses da Prefeitura são para custear a tarifa e não para pagar ou compor os caixas da empresa.

Por este motivo, um reequilíbrio contratual não seria a solução de todos os problemas, pois seria necessário uma redução dos custos, segundo ele.

Sobre a garagem, os parlamentares ouviram que o não cumprimento desta cláusula do contrato se deu pela dificuldade de encontrar em Blumenau, um local grande o suficiente e apropriado para a construção da garagem, mas que a BluMob teve transferido do primeiro para o quinto ano do contrato a construção, já com um terreno na Rua Bahia comprado pela concessionária.

Os vereadores presentes rebateram os apontamos, citando a superlotação dos ônibus especialmente nos horários de pico, obtendo como resposta do diretor da empresa que os motoristas e cobradores não possuem poder de polícia, ficando impedidos de vetar o embarque de pessoas, preservando sua integridade e evitando se expor a riscos físicos, como agressões.

No que trata da questão sanitária, a BluMob se defendeu explicando que uma clinica particular prestou serviços de testagem contra covid-19 em todos os funcionários e colocou álcool em gel em todos os ônibus.

Ao término do encontro na CPI, Maurício Queiroz se colocou a disposição para novos esclarecimentos e agradeceu a oportunidade de expor a visão da empresa.

Para o dia 22 e 29 de setembro, a comissão seguirá com seus trabalhados, convocando representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Diretoria de Vigilância Sanitária e um representante da AGIR, com um terceiro encontro agendado inicialmente para 6 de outubro, com representantes da Seterb.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Estatiza tudo de vez e pra sempre,oras.Acaba essa pôh@.

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