Lideranças de caminhoneiros movem ação contra Bolsonaro por atos convocados neste 7 de setembro

Caminhoneiros na BR-381, Ipatinga, sentido Governador Valadares (MG). Foto: twitter/ @381_urgente

Entidades alertam para riscos de danos patrimoniais, afirmam ser inadmissível a convocação de membros da categoria para os atos de hoje e pedem R$ 50 milhões de indenização

ALEXANDRE PELEGI

Entidades representativas dos caminhoneiros deram entrada na manhã deste 07 de setembro de 2021 de ação civil pública na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal contra o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o colunista Chico Alves, da Folha de SP, a ação foi movida pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Caminhoneiro Autônomo e Celetista e mais duas entidades.

Além de Bolsonaro, a ação cita diretamente a União e 30 militantes bolsonaristas, e pede a adoção de “medidas de cessação, reparação e indenização” por danos patrimoniais, “extrapatrimoniais” ou morais que aconteçam nas manifestações convocadas pelo presidente Bolsonaro para este feriado.

O objetivo é impedir agressões e demonstrar que os patrocinadores dos atos em defesa de Bolsonaro são passíveis de responsabilização e reparação.

Há dois dias, o portal O Antagonista divulgou nota da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Caminhoneiro Autônomo e Celetista de repúdio os atos em apoio ao presidente Bolsonaro. A nota traz a assinatura do deputado federal Nereu Crispim, do PSL do Rio Grande do Sul. Afirmando ser “inadmissível” a convocação para que os caminhoneiros participem das manifestações bolsonaristas, a nota afirma ainda que atos como esses “não podem ser tolerados, seja pela ilegitimidade de quem convoca, seja pela ilegalidade de suas pretensões”.

Já na ação civil a que deram entrada na manhã desta terça-feira (7), os representantes dos caminhoneiros pedem decisão em caráter liminar para impedir agressões, além de reivindicar responsabilização e reparação.

Em um trecho da ação, as lideranças dos caminhoneiros afirmam que “permitir a perpetuação de manifestações presidenciais públicas com conteúdo antidemocrático, como as apontadas na presente petição, é tolerar erosão dos valores constitucionais caríssimos, com efeitos que permanecerão no seio social ainda por décadas”.

A indenização pedida pelos caminhoneiros na ação civil é de R$ 50 milhões.

A petição cita que a convocação dos caminhoneiros para o ato envolve incitação à violência e intolerância contra pessoas, Instituições, Poderes Constitucionais, órgãos e patrimônio, “mediante promessa inidônea de financiamento, custeio e pagamento de todos os custos e despesas a participar de uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros’ sem pauta jurídica“.

Além de Bolsonaro e da União, a ação civil cita bolsonaristas que se destacaram na convocação dos atos deste feriado, como Marco Antonio Pereira Gomes (Zé Trovão), Ottoni de Paula (deputado federal do PSC-RJ), os cantores Sérgio Reis e Eduardo Araújo, Antonio Galvan (presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja) e o blogueiro Oswaldo Eustáquio.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João victor disse:

    Contra Bolsonaro?????? Bando de vagabundo mesmo

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