Corridas de carros por aplicativo ficam bem mais caras durante greve da CPTM

Com três linhas da mesma região sem funcionar normalmente, passageiros estão recorrendo a serviços deste tipo. Em um dos trajetos, valor foi de quase R$ 100

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

A greve deflagrada por um dos sindicatos que representa os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM nesta terça-feira, 24 de agosto de 2021, também é sentida em outros meios de transporte, como o Metrô e ônibus que registram maior quantidade de pessoas transportadas.

Em quem decide (ou precisa) optar por carros aplicativo, sente no bolso.

O Diário do Transporte realizou uma consulta nos aplicativos mais utilizados deste meio, o Uber e a 99, constatando que os valores para chamados partindo de estações da Linha 12-Safira estão dinâmicos, ou seja, valor acima do normal.

Isto ocorre em razão de uma demanda maior por veículos em contrapartida com uma oferta não suficiente de motoristas em determinada região, causando essa diferença de preço.

Em um dos casos, os valores se aproximaram de R$ 100

Veja abaixo alguns valores obtidos em simulação feita:

Os ônibus da operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) não cobram passagens, mas como estes coletivos não têm vias exclusivas na maior parte do trajeto, ficam presos no trânsito, afetando a capacidade de atendimento.

A quantidade de ônibus sempre é colocada de acordo com a solicitação da empresa que precisa do plano, neste caso, a CPTM.

A solicitação é feita à SPTrans (no caso dos ônibus da capital paulista) e para a EMTU (nos municípios da Grande São Paulo).

Uma vez formalizada a solicitação, a empresa gerenciadora (SPTrans e EMTU) emite a ordem para as empresas de ônibus que têm garagens e linhas na região dos trechos afetados.

Depois, a empresa solicitante (como CPTM, Metrô, ViaMobilidade e ViaQuatro) paga às gerenciadoras pela operação, que faz os repasses dos percentuais cabíveis à cada empresa de ônibus que participou.

Os gastos com PAESE variam de acordo com fatores como quantidade de ônibus, duração da operação e extensão dos trajetos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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