Veículo tipo midi tem chassi Volkswagen
ADAMO BAZANI
Colaborou Jessica Marques
A MoveBuss, concessionária do subsistema local de transportes da cidade de São Paulo, recebeu na manhã desta quinta-feira, 19 de agosto de 2021, a primeira unidade da capital paulista do modelo Caio Apache Vip V, que foi lançado recentemente pela encarroçadora.
O ônibus tem chassis Volkswagen 15-190 e segue todos os padrões exigidos pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, como ar-condicionado, vidros colados, acessibilidade, USB para recarga de celulares e preparação para wi-fi (internet grátis).
O veículo é tipo midi, com 9,8 metros de comprimento.
A vesão do chassi é de suspensão metálica.
A motorização é MAN/D0834 190, com potência máxima de 186 cavalos.
A transmissão é manual ZF / 6S 1010 BO
O ônibus faz parte de um lote de 143 unidades, contanto as duas gerações de Apache IV e V, que a MoveBuss adquiriu para renovar a frota e aperfeiçoar o atendimento na zona Sudeste, onde opera.
Em breve, a primeira unidade estará nas ruas, restando para isso, a conclusão de adesivação e implantação de equipamentos, como de bilhetagem da cidade.
A estimativa é de que o lote completo de ônibus seja entregue até o primeiro trimestre de 2022.
Nesta semana, chegaram outros veóculos 0 km para a empresa, da 4ª geração do Apache Vip.
O APACHE VIP V:
O novo modelo urbano da Caio foi apresentado em 02 de julho de 2021, e, segundo a Caio, traz diferenciais em relação a quarta geração, ainda em produção, e aos demais modelos no mercado de urbano.
MANUTENÇÃO
Além das mudanças no design, a redução do custo de manutenção da carroceria é um argumento de venda, segundo o gerente de Design da empresa.
“O para-choque é uma das regiões que mais se bate no ônibus. Acima da placa há uma emenda, ou seja, é uma região que pode ser trocada pelo cliente em caso de acidente. Se ele bater de forma fraca no ônibus, atinge só o para-choque. Se bater mais forte, atinge a cúpula traseira, então ele pode trocar aquela região sem ter que trocar a traseira do ônibus. Parece besteira, mas se olhar os ônibus hoje, se bater a traseira, é preciso trocar a traseira inteira, esse custo de manutenção reduzido é mais um argumento de venda, uma vantagem para o cliente poder trocar a peça sem maiores problemas, em caso de acidente”, afirmou Barduco.
Ainda com relação ao custo de manutenção, a carroceria apresenta um conceito de desvincular alguns itens dos outros. Assim, o objetivo é promover maior agilidade e menor custo para a manutenção, facilitando a reposição de peças e reduzindo o tempo que o ônibus fica parado para reparos.
Alguns componentes, como duto de ar-condicionado ou retirada do itinerário, são itens de manutenção frequentes e não estão incorporados em um único bloco, são peças separadas para facilitar a manutenção.
Segundo a Caio, o modelo teve um ganho de 50 mm de largura externa, passando de 2500 mm a 2550 mm e 70 mm de espaço interno, passando de 2.360mm a 2.430 mm, possibilitando maior lotação.
O desenvolvimento do Apache Vip V contou com a participação de outras empresas do Grupo Caio, como Fiberbus (peças de fibras e compósitos), Inbrasp (fabricante de peças de plásticos automotivas), Tecglass (fabricante de vidros temperados) e GR3 (centro de distribuição de alumínio).
Confira as especificações técnicas, na íntegra:
Confira o vídeo de lançamento:
Confira as imagens do modelo:
CATÁLOGO E DETALHES
Confira abaixo o catálogo do modelo, divulgado pela Caio:
Adamo Bazani e Jessica Marques para o Diário do Transporte