Transporte rodoviário de passageiros terá retomada de 40% no segundo semestre, segundo previsão da Abrati

Recuperação tem como base a demanda reprimida pela pandemia, os altos custos do tíquete aéreo e a oferta de destinos de viagens nacionais com atrações ao ar livre. Foto: Divulgação / Abrati.

Associação aponta que o setor deve investir R$ 3 bilhões nos próximos dois anos

JESSICA MARQUES

A Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestres de Passageiros) prevê que o transporte rodoviário terá uma retomada na demanda de 40% no segundo semestre deste ano.

A projeção tem como base a demanda reprimida pela pandemia, os altos custos do ticket aéreo e as opções de destinos de viagens nacionais com atrações ao ar livre. Outros fatores citados pela associação foram a capilaridade e frequência da oferta de destinos do sistema de ônibus regulares.

Com base nesse movimento, o setor deve investir R$ 3 bilhões nos próximos dois anos, também de acordo com dados da Abrati, entidade que reúne empresas de ônibus regulares de viagem no país.

“Este aporte será aplicado na renovação de frotas e rotas, além da ampliação de programas tecnológicos, como a implementação dos destinos inteligentes, criados para que os passageiros possam, de forma simples e mediada pela tecnologia, marcar hospedagem, comprar passagens, escolher os passeios e ver tudo o que o destino escolhido pode oferecer. O objetivo é promover e estimular por meio da ferramenta experiências inovadoras e únicas aos turistas”, detalhou a associação, em nota.

Além disso, segundo a Abrati, os ônibus também vêm passando por adaptações para garantir mais segurança a bordo nas viagens. Novos materiais, novos processos de limpeza e até mesmo novas configurações de poltronas podem ser vistos por quem embarca em alguns veículos.

“Outro destaque é para a ampliação de serviços exclusivos e programas de fidelidade aos passageiros. Entre eles estão os clubes de benefícios, que oferecem desde pontos para obtenção de passagens até a troca de pontuação por produtos de grandes redes varejistas, os pacotes de hospedagem, as parcerias com restaurantes e as experiências locais de turismo”, ressaltou a Abrati, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta