Acionistas abrem mão de oferta de venda da Andrade Gutierrez por sua parte na CCR

Uma das operações da CCR na área de mobilidade é o Metrô da Bahia

Fatia da Andrade Gutierrez na CCR, por meio da AG Participações, é de 14,86%

ADAMO BAZANI

A CCR, gigante do setor de infraestrutura e mobilidade, por meio de “fato relevante ao mercado” informou nesta segunda-feira, 09 de agosto de 2021, que acionistas abriam mão do direito de compra da participação da Andrade Gutierrez no conglomerado.

A fatia da Andrade Gutierrez na CCR, por meio da AG Participações, é de 14,86%.

Como mostrou o Diário do Transporte, a construtora negociava sua parte com a IG4 Capital Investimentos Ltda. (“IG4”).

O negócio se aproximaria, se fosse concretizado, em R$ 4,6 bilhões.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/07/08/ccr-comunica-que-andrade-gutierrez-mantem-negociacoes-para-vender-sua-parte-para-a-ig4/

O prazo de negociação entre as partes, que já tinha sido prorrogado, venceu conforme o comunicado.

A CCR S.A. (“Companhia”) (B3: CCRO3; Bloomberg: CCRO3 BZ; Reuters: CCRO3.SA) em continuidade ao fato relevante divulgado em 08 de julho de 2021, informa que a Companhia recebeu, no dia 07 de agosto de 2021, carta enviada pela acionista Andrade Gutierrez Participações S.A. (“AG Participações”), com cópia aos demais signatários do Acordo de Acionistas (“Carta”), por meio da qual a AG Participações comunica que foi recusada pelas Partes Ofertadas o exercício de seu direito de preferência, dado que o prazo de exercício transcorreu sem que houve o aceite a oferta, conforme os termos previstos em referido acordo. A Carta encontra-se integralmente reproduzida como anexo a este fato relevante. A Companhia manterá os seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados a respeito dessa operação.

Veja o documento na íntegra:

Na área de mobilidade, a CCR controla (de forma única ou associada) a ViaQuatro – Linha 4 do metrô de São Paulo, ViaMobilidade – Linha 5 Lilás de Metrô de São Paulo.

O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial e o monotrilho da linha 17 ainda não está pronto, apesar das obras desde 2010/11.  Nestes empreendimentos em São Paulo, é sócio minoritário da CCR o Grupo RuasInvest, liderado pela família Ruas que controla parte da frota dos ônibus municipais da capital paulista e possui empreendimentos como a Otima (mobiliário urbano), Banco Luso Brasileiro, as empresas de ônibus rodoviários Ultra e Rápido Brasil, que ligam a capital ao litoral paulista, e as fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).

A CCR ainda lidera o Consórcio Via Mobilidade 8 e 9, que em 20 de abril de 2021, arrematou a concessão por 30 anos, com um lance de R$ 980 milhões, das linhas 8 e 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O sócio neste empreendimento é também a RuasInvest.

A CCR ainda participa na área de mobilidade nas Barcas do Estado do Rio de Janeiro (CCR Barcas), no VLT Veículo Leve sobre Trilhos na cidade do Rio de Janeiro (VLT Carioca), no Metrô da Bahia e na empresa de tecnologia Quicko, já presente, por exemplo, na região metropolitana de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro. Na capital paulista, a Quicko, entre outros serviços, oferece a possibilidade de recarga do Bilhete Único dos ônibus de São Paulo, que também é aceito no sistema de trilhos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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