Greve na CPTM: SPTrans determinou 100% da frota de ônibus municipais da capital paulista da escala da pandemia que é 88% do total da cidade

Atualmente, frota é de 88% do total de todos os ônibus contratados em razão da pandemia; CPTM não pediu PAESE

ADAMO BAZANI

A greve parcial de ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) afeta a circulação na capital e Grande São Paulo nesta quinta-feira, 15 de julho de 2021.

Quem precisa se deslocar deve optar por ônibus, metrô, táxis e carros de aplicativo nos trechos onde não há trem.

A SPTrans, que gerencia os ônibus municipais da capital paulista, informou que até o momento, não recebeu solicitação para acionamento da Operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para o sistema ferroviário.

A gestora diz que acompanha a movimentação de passageiros nas linhas municipais na manhã desta quinta-feira que determinou as empresas de ônibus para que mantenham a operação da frota operacional em 100% ao longo do dia (100% da frota da pandemia que é em média de 88% do total dos ônibus municipais).

“Vale esclarecer que o plano de atendimento entre empresas em situação de emergência (Paese) contempla o acionamento por parte da CPTM, a qual também determina o trecho para atendimento e a quantidade de ônibus.” – diz a SPTrans na nota.

GRAJAÚ:

Por causa de bloqueios policiais na região da Estação Grajaú da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para evitar tumultos em razão da greve dos ferroviários, linhas de ônibus estão sendo desviadas nas imediações.

De acordo com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), há alterações de rota das linhas 012 e 226 na região. Estas linhas partem da cidade de Embu-Guaçu.

012EMBU-GUACU (VILA DIRCE)/ SAO PAULO (TERMINAL GRAJAU)

226 EMBU-GUACU (CHACARA

FLORIDA)/ SAO PAULO (TERMINAL GRAJAU)

A greve dos ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pegou muita gente de surpresa na manhã desta quinta-feira, 15 de julho de 2021.

As operações são parciais em algumas linhas, como nas linhas 7-Rubi (trens circulando entre a estação Palmeiras-Barra Funda e a estação Caieiras) e 8-Diamante (trens estão circulando entre a estação Palmeiras-Barra Funda e a estação Barueri).

Algumas linhas estão ainda totalmente paradas como a 9-Esmeralda e 10-Turquesa.

Nas linhas 11,12 e 13, as operações são normais.

ABC:

Para a linha 10-Turquesa, há diversas alternativas por ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU.

Há ao menos 14 linhas da EMTU que levam os moradores do ABC ao Terminal Sacomã de onde é possível seguir a viagem pela linha 2-Verde do Metrô, de onde é possível continuar viagem.

004 SAO BERNARDO DO CAMPO (PARQUE ALVARENGA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): VIAÇÃO RIACHO GRANDE – R$ 6,80

006 SAO BERNARDO DO CAMPO (JARDIM NAZARETH)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): ABC SISTEMA R$ 6,20

008 SAO CAETANO DO SUL (NOVA GERTI)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): VIAÇÃO TUCURUVI – R$ 5,20

063 RIBEIRAO PIRES (OURO FINO PAULISTA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): RIBEIRÃO PIRES – R$ 7,60

063EX1 RIO GRANDE DA SERRA (SANTA TEREZA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): VIAÇÃO RIBEIRÃO PIRES – R$ 7,60

066 SANTO ANDRE (JARDIM LAS VEGAS)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA PUBLIX – R$ 7,45

123: SAO CAETANO DO SUL (TERMINAL RODOVIARIO NICOLAU DELIC)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA TUCURUVI – R$ 5,20

152: SAO BERNARDO DO CAMPO (AREA VERDE)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA) – VIAÇÃO RIACHO GRANDE – R$ 6,80

153 SAO BERNARDO DO CAMPO (CONJUNTO TERRA NOVA II)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): VIAÇÃO RIACHO GRANDE – R$ 6,80

154 SAO BERNARDO DO CAMPO (JARDIM NAZARETH)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA ABC SISTEMA -R$ 6,80

158 MAUA (JARDIM ZAIRA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA EAOSA R$ 7,45

160 MAUA (JARDIM ADELINA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA EAOSA – R$ 7,45

212 DIADEMA (JARDIM SAPOPEMA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA ABC SISTEMA – R$ 6,20

236 DIADEMA (TERMINAL METROPOLITANO PIRAPORINHA)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA: ABC SISTEMA – R$ 6,20

431: SAO BERNARDO DO CAMPO (JARDIM LAS PALMAS)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): VIAÇÃO RIACHO GRANDE R$ 6,80

493 SANTO ANDRE (PRINCIPE DE GALES)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA VIPE – R$ 5,75

493DV1 SANTO ANDRE (PRINCIPE DE GALES)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA: VIPE R$ 5,75

494 SAO CAETANO DO SUL (TERMINAL RODOVIARIO NICOLAU DELIC)/ SAO PAULO (TERMINAL SACOMA): EMPRESA TUCURUVI – R$ 5,20

GREVE:

Apenas alguns trechos da rede de trens da Grande São Paulo estão em operação na manhã desta quinta-feira, 15 de julho de 2021, devido à greve de parte dos ferroviários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que reivindicam reajuste salarial e pagamento da participação dos resultados.

De acordo com a CPTM, as operações ocorrem da seguinte forma:

Linha 7-Rubi: trens circulando entre a estação Palmeiras-Barra Funda e a estação Caieiras.

Linha 8-Diamante: trens estão circulando entre a estação Palmeiras-Barra Funda e a estação Barueri

Linha 9-Esmeralda: trens não circulam

Linha 10-Turquesa: trens não circulam

Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade: operam normalmente

As linhas do metrô, de monotrilho e de ônibus urbanos e metropolitanos também operam normalmente.

Os ônibus da operação PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) não foram acionados pela CPTM.

Segundo os sindicatos dos trabalhadores, o TRT propôs que a CPTM repusesse o salário em 6,22%, mas a empresa não aceitou. A categoria pede também o pagamento dos valores do PPR (Programa de Participação nos Resultados) referente ao ano de 2020 que ainda não foi pago e deveria ter sido quitado em março deste ano de 2021.

A CPTM diz que aciona plano de contingência e que tem uma decisão da Justiça do Trabalho que determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$100 mil.

Os trabalhadores da CPTM estão divididos entre os seguintes sindicatos:

Sindicatos dos Engenheiros de São Paulo: representa os trabalhadores da manutenção e engenharia das linhas.

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí/Brás) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás);

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: trabalhadores das linhas 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)  e 13-Jade (ferroviários de estações localizadas na cidade de Guarulhos);

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil: trabalhadores das linhas 11-Coral (Estudantes/Luz) e 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e da 13-Jade (no trecho da capital paulista).

Antes dos impactos da pandemia de covid-19 sobre a demanda, as linhas da CPTM transportavam em torno de quatro milhões de pessoas por dia.

As linhas são:

7-Rubi (Jundiaí/Brás)

8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes)

9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)

10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás)

11-Coral (Estudantes/Luz)

12-Safira (Brás/Calmon Viana)

13-Jade (Estação Aeroporto de Guarulhos/Engenheiro Goulart/Brás/Luz)

IMPASSE:

A maioria dos funcionários ao votar optou pela paralisação depois que os sindicatos apresentaram o resultado da reunião de tentativa de conciliação realizada na tarde da quarta-feira (14) na TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que terminou sem acordo.

Os sindicatos dizem que a estatal não apresentou uma nova proposta referente ao impasse trabalhista.

Segundo comunicado coletivo das entidades divulgado para a imprensa, o movimento grevista foi motivado pelo fato de a companhia encerrar as negociações sobre o pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados) referente ao ano de 2020 que ainda não foi pago e deveria ter sido quitado em março deste ano de 2021.

A situação se junta ao fato destas negociações acabarem com zero reajuste sobre a data base de 2021 e 2022.

Em nota a CPTM diz que lamenta a decisão dos sindicatos que representam as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa de fazer greve nesta quinta-feira (15/07) e que  tem uma decisão da Justiça do Trabalho que determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$100 mil.

A empresa também irá operar com um plano de contingência para atender a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operarão normalmente nesta quinta-feira, segundo a estatal

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) considera inadmissível que os sindicatos que representam os colaboradores das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, com toda a linha de frente vacinada e com uma crise econômica, decida fazer greve nesta quinta-feira (15/07) prejudicando e punindo exclusivamente o cidadão que necessita do transporte público para ir ao trabalho, incluindo os que trabalham na linha de frente no combate à pandemia de Covid-19.

A CPTM lamenta a decisão sobre a greve e espera que não haja adesão por parte dos trabalhadores em respeito aos cidadãos que necessitam do transporte. A Companhia reforça que há uma decisão da Justiça do Trabalho determinando a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$ 100 mil diários. A empresa também irá operar com um plano de contingência para atender a todos que precisam do transporte, principalmente aos que trabalham em serviços essenciais.

Enquanto milhares de trabalhadores perdem seus empregos ou tem suas rendas diminuídas – a renda média do trabalhador é de R$ 2.500,00, a CPTM mantém salários e benefícios rigorosamente em dia – salário médio de R$ 6.500,00, mesmo tendo sido duramente afetada pela queda na demanda de passageiros durante 2020 e todo o ano de 2021. Não é possível que estes sindicatos estejam em uma realidade diferente do restante do país, que sofre com desemprego, perda de renda e fome.

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operarão normalmente nesta quinta-feira.

Veja o comunicado dos sindicatos na íntegra:

Sem acordo em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, os Sindicatos da Sorocabana, de São Paulo e dos Engenheiros de São Paulo convocaram os ferroviários e se reuniram em assembleia para dar andamento à paralisação nessa quinta-feira, dia 15/07. “O TRT propôs que a CPTM repusesse o salário em 6,22%, mas a empresa não aceitou. A categoria está cansada de tanto desrespeito e resolveu parar o serviço a partir da 0 hora dessa quinta”, esclareceu o presidente interino do Sindicato da Sorocabana, José Claudinei Messias.

Os Sindicatos entraram com ação de Dissidio Coletivo de Greve no TRT solicitando que a empresa aceite os termos propostos no ACT 2021/2022 que foi parcialmente assinada, mas, justamente, as cláusulas econômicas não foram aceitas pela companhia que insistem em reajuste zero pelo segundo ano seguido. “O ferroviário trabalhou toda a pandemia e se dedicou, já no ano passado a empresa não reajustou o salário e agora querem isso de novo, mas tudo aumentou, como os ferroviários vão ter condições de viver sem saber se vão conseguir pagar as contas”, indaga Messias.

Reunidos em assembleia, os ferroviários, resolveram avançar com a greve paralisando o serviço a partir da 0 hora dessa quinta-feira, dia 15/07, sem previsão de retomada da operação.

 

Nós, Ferroviários da CPTM- Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, estamos em greve desde as 00:00 de 15/07/2021.

O motivo dessa atitude foi a intransigência da CPTM em querer retirar o pouco que a categoria tem de benefício. Esses poucos benefícios foram conquistados através de anos de luta!

Além disso a CPTM insiste em não repor a inflação de consome nossos salários, assim como o de todos os Paulistas.

Estamos Sem reposição da inflação desde Março de 2019.

Durante toda pandemia cumprimos nossa obrigação de prover transporte de qualidade à toda população, mesmo a custa de nossa vida – vários colegas de trabalho morreram em virtude da pandemia de Covid-19.

Desde Fevereiro desse ano estamos negociando com a CPTM e a única coisa que ela propõem é retirada de direitos e 0%(ZERO) de reposição salarial.

Em 14/07/2021 o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo propôs que a CPTM aplicasse um reajuste aos salários de 6,22%. Isso foi negado pela CPTM, que insiste em 0%(ZERO) de reposição.

A inflação acumulada de Março de 2019 até Fevereiro de 2020 foi de 3,64% – A CPTM ofereceu 0%(ZERO) de reajuste.
A inflação acumulada de Março de 2020 até Fevereiro de 2021 foi de 6,35% – A CPTM ofereceu 0%(ZERO) de reajuste.

Não nos resta outra alternativa a não ser o movimento grevista. Gostaríamos de trabalhar com as catracas abertas, porém a CPTM não aceita essa alternativa e prefere ocorra o movimento grevista.

A CPTM possui sete linhas em 271 Km de linhas e 94 estações operacionais atendendo a 23 municípios, incluindo capital, Grande São Paulo, e a região de Jundiaí, no interior paulista.

Antes dos impactos da pandemia de covid-19 sobre a demanda, as linhas da CPTM transportavam em torno de quatro milhões de pessoas por dia.

As linhas são:

7-Rubi (Jundiaí/Brás)

8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes)

9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)

10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás)

11-Coral (Estudantes/Luz)

12-Safira (Brás/Calmon Viana)

13-Jade (Estação Aeroporto de Guarulhos/Engenheiro Goulart/Brás/Luz)

Os trabalhadores da CPTM estão divididos entre os seguintes sindicatos:

Sindicatos dos Engenheiros de São Paulo: representa os trabalhadores da manutenção e engenharia das linhas.

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí/Brás) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás);

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: trabalhadores das linhas 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)  e 13-Jade (ferroviários de estações localizadas na cidade de Guarulhos);

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil: trabalhadores das linhas 11-Coral (Estudantes/Luz) e 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e da 13-Jade (no trecho da capital paulista).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes 

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