Paralisação do transporte coletivo em Campina Grande (PB) entra no segundo dia e liminar determina 30% da frota em operação

Sitrans conseguiu liminar na Justiça para garantir operação mínima. Foto: Rafael Lopes/Ônibus Brasil.

Trabalhadores protestam contra atrasos em salários e benefícios

WILLIAN MOREIRA

Nesta quarta-feira, 07 de julho de 2021, a greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Campina Grande, na Paraíba, entra no seu segundo dia.

Os funcionários do setor estão protestando contra o atraso no pagamento dos salários e vale-alimentação que, segundo a categoria, não estão sendo pagos regularmente desde novembro de 2020.

O Sitrans (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros de Campina Grande), por sua vez, conseguiu uma liminar na Justiça determinando pelo menos 30% da frota em operação já nesta quarta.

Em nota divulgada para a imprensa, o sindicato das empresas diz lamentar os transtornos gerados, ressalta a obtenção da liminar e afirma que as negociações com o sindicato trabalhista e prefeitura estão em andamento para encontrar uma solução para o problema.

Pelo Sitrans, também são cobradas do poder concedente medidas como a continuidade/manutenção do reequilíbrio financeiro que torne viável a prestação do serviço.

Leia abaixo a nota da Sitrans na íntegra:

“Sobre a paralisação dos motoristas do sistema de transporte coletivo nesta terça-feira, 06, o Sitrans informa que está participando das negociações com o sindicato trabalhista e a Prefeitura de Campina Grande, as quais deverão prosseguir nesta quarta-feira e, após a conclusão do diálogo, deverá se pronunciar de maneira mais detalhada.

Desde já, a entidade ressalta que lamenta os transtornos gerados aos usuários, ao tempo, contudo, que compreende o sentimento dos trabalhadores mobilizados, destacando que ambos – passageiros e colaboradores – sofrem as consequências do agravamento da crise que afeta o transporte público, que é direito do cidadão e dever dos governos.

Por fim, o Sitrans informa que liminar judicial determinou ao Sindicato dos Motoristas o funcionamento de pelo menos 30% da frota em Campina Grande, decisão que será cumprida.

As empresas que operam o sistema trabalham para que essa situação seja contornada, ressaltando, todavia, que o quadro requer a adoção de medidas efetivas e definitivas por parte do poder concedente para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de prestação do serviço.
Do contrário, o efeito inevitável será o colapso, com prejuízo irreparável para centenas de colaboradores e suas famílias e, sobretudo, para os milhares de campinenses que dependem essencialmente do transporte público coletivo todos os dias.”

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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