Projeto da Alesp quer liberar venda de agricultura familiar em estações do Metrô e música ao vivo nos trens

Com seus quase 80 km de extensão, o Metrô de São Paulo recebe mais de 3 milhões de passageiros por dia em média

PL quer ainda que objetos perdidos e não reclamados sejam destinados para doação aos mais necessitados

ALEXANDRE PELEGI

Um Projeto de Lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta quarta-feira, 30 de junho de 2021, propõe usar espaços de áreas públicas das estações de Metrô para a comercialização de varejo, com pelo menos 10% para a venda de produtos de origem na agricultura familiar ou de confecção artesanal.

O PL, de autoria do deputado Paulo Fiorilo (PT) quer ainda liberar apresentações artísticas, com ou sem instrumentos musicais, no interior dos trens, plataformas, mezaninos, corredores, acessos, estações ou quaisquer dependências da Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ. O Projeto estende ainda essa liberalidade às Concessionárias, sendo permitida a arrecadação de doações por parte dos artistas.

Outra medida do Projeto refere-se aos objetos perdidos no interior dos trens e nas dependências do Metrô de SP e das concessionárias. De acordo com o deputado autor do PL, desde que a Companhia do Metrô criou a seção de Achados e Perdidos em 1975, menos de um terço (29%) procurou o serviço para reaver seus pertences.

O Metrô informa que há objetos perdidos e não reclamados como artigos de papelaria, carteiras, roupas, acessórios e celulares. “A destinação destes itens para a doação aos mais necessitados é medida de grande importância”, propõe o autor da proposta.

Para justificar a liberação de parte das áreas para comércio de varejo em áreas públicas do Metrô, o deputado cita que com o aluguel das lojinhas e quioques a Companhia faturou no ano passado R$ 68 milhões em 340 pontos de venda. “Agora, o Metrô quer ampliar essa receita com novas lojas de variados segmentos como cosméticos e perfumaria, farmácia, calçados, acessórios de celulares, moda, vestuário e alimentação”, ele afirma.

Em seu entender, o autor da proposta acredita que a destinação de pelo menos 10% para a venda de produtos de origem na agricultura familiar ou de confecção artesanal “é uma medida de inclusão e assistência a este setor vulnerável da população”.

Para definir as regras de uso desse espaço, o PL propõe a criação de um grupo de trabalho, paritário, com membros da Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ, das Concessionárias, do Sindicato dos Metroviários e da sociedade civil e/ou entidades interessadas no uso.

Leia a íntegra do PL e sua Justificativa:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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