CPI aponta fraude em licitação do transporte coletivo de Belo Horizonte (MG) em 2008

Documentos obtidos pela comissão mostram que todas as propostas apresentadas foram criadas por uma mesma empresa ou pessoa

WILLIAN MOREIRA

Em continuidade à apuração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o transporte coletivo de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o empresário Robson José Lessa de Carvalho, atual gerente da Viação Jardins, prestou depoimento aos parlamentares nesta quarta-feira, 30 de junho de 2021, respondendo questões referentes ao processo licitatório de 2008.

Os vereadores da comissão possuem documentos que indicam a participação de uma empresa ou pessoa na elaboração de todas as propostas da licitação de 2008, o que foi negado por Robson José, que afirmou desconhecer possíveis fraudes.

Entre os documentos que a CPI possui, estão cópias dos horários em que as propostas foram protocoladas e selos de cartório que têm uma diferença de minutos entre uma e outra, exceto as realizadas por meio eletrônico, onde foi constatado que todas foram feitas por uma única pessoa.

O empresário, que já esteve à frente da Viação Pampulha, também disse em seu depoimento que nunca houve retaliação das empresas de ônibus contra a Prefeitura de Belo Horizonte e que a saída dos cobradores, um ato que feria cláusulas contratuais da prestação do serviço, foram feitas para reduzir custos da operação.

A análise dos parlamentares em meio ao transporte de ônibus urbanos já causou a queda ainda sim temporária do diretor da BHTrans, Daniel Marx Couto, que foi afastado por 90 dias de suas funções após depor na CPI.

Na ocasião, Couto confirmou que a empresa Maciel Consultores, contratada em 2018 pela Prefeitura de BH para realizar uma auditoria em uma suspeita de “caixa preta” dos contratos com as empresas de ônibus, fez esta análise por amostragem e não por período, como determinava o contrato, os anos de 2013 a 2016.

Relembre:

Diretor da BHTrans é afastado por três meses para apuração de auditoria

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Falência,confisco de TODOS os bens e cadeia e banimento da vida pública,política e empresarial dos envolvidos para sempre e estatização total e eterna e sob controle popular.Sistema criminoso e ilegal jamais.Só assim acaba a mehrdhy@.

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