Diretor da BHTrans é afastado por três meses para apuração de auditoria

Afastamento ocorre paralelamente investigações de CPI do transporte coletivo municipal

WILLIAN MOREIRA

O diretor de Planejamento e Informação da BHTrans, responsável pelo trânsito e transportes públicos de Belo Horizonte, Daniel Marx Couto, foi afastado de suas funções por 90 dias corridos depois de seu depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o transporte coletivo local.

Daniel depôs na última quarta, 23 de junho de 2021, e confirmou que a empresa Maciel Consultores, contratada em 2018 pela Prefeitura de BH para realizar uma auditoria em uma suspeita de “caixa preta” dos contratos com as empresas de ônibus, fez esta análise por amostragem e não por período, como determinava o contrato.

O período a ser analisado era entre os anos de 2013 e 2016.

O diretor Daniel Marx Couto era responsável pelo acompanhamento, cobrança e fiscalização da auditoria efetuado pela Maciel Consultores e só então caso estivesse tudo nos parâmetros contratuais, autorizar o pagamento do poder público a empresa.

O inquérito conduzido pelo Ministério Público de Contas aponta que Couto participou de cinco reuniões da Comissão Externa de Acompanhamento da Auditoria das Contas das Concessões do Transporte Coletivo, mas não fez perguntas e apontamentos sobre possíveis fragilidades do processo de auditoria.

Um dia após o depoimento de Daniel, a BHTrans abriu um processo que vai apurar as irregularidades apontadas e buscar por meio de processo administrativo a devolução dos valores pagos a Maciel Consultores, caso venha a se confirmar o que foi dito a CPI.

Ainda aos parlamentares da CPI, Daniel Marx afirmou que a Maciel escolhia os meses que seriam por ela analisados e, quando isso ocorria, o espaço apurado era bem inferior ao previsto em contato, como todo o período em um ano inteiro.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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