Metrô de São Paulo inicia operação de novo sistema de monitoramento

Com tecnologia de ponta, equipamentos vão proporcionar maior segurança aos passageiros e à operação dos trens

WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo iniciou nesta quinta-feira, 24 de junho de 2021, o funcionamento do novo sistema eletrônico de monitoramento das estações e dependências da empresa por meio de câmeras inteligentes.

Os novos dispositivos foram instalados inicialmente nas estações Carrão, Belém e Guilhermina-Esperança, todas elas da Linha 3-Vermelha, as primeiras a contar com esta tecnologia que será implantada em todas as paradas da empresa de forma gradual.

Ao todo serão 5.080 câmeras digitais de alta capacidade e de recursos nas estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, substituindo os equipamentos mais antigos atualmente em uso. Deste montante, 2.600 já estão sendo instaladas, com 880 colocadas próximo às portas de plataforma.

“Esse novo sistema faz parte das ações de modernização que estamos realizando no Metrô e que vai aumentar a segurança do passageiro, melhorando também a operação e oferecendo um transporte ainda melhor”, destaca o secretário dos transportes metropolitanos, Alexandre Baldy, em nota divulgada para a imprensa.

As três estações pioneiras do novo sistema somam 91 câmeras. O desempenho operacional será avaliado de acordo com os recursos que possuem e a capacidade de entregar o prometido.

Segundo o Metrô, as câmeras permitem eliminar os pontos cegos e realizar a integração com inteligência artificial, como para identificar quando um passageiro entra em uma área restrita, quando tem uma criança desacompanhada na plataforma, animais soltos que podem correr perigo de acidentes, além de auxiliar casos de anormalidade do sistema.

Para as situações descritas como anormalidades, um aviso ou alerta na central de algo está errado, agilizando muito a atuação das equipes de segurança. Exemplo disso é se houver um objeto, como uma bolsa deixada sozinha em certo local, o alerta será enviado para que seja rapidamente verificada a situação suspeita.

Outro recurso importante é a contagem de pessoas que passam pelos locais de maneira precisa e através do reconhecimento facial, identificar pessoas que estejam dadas como desaparecidas, por meio do cruzamento de informações em tempo real.

A estação Penha também da linha 3 está com os dispositivos em instalação e será seguida de Vila Matilde, Patriarca-Vila Ré e Tatuapé.

Uma ação em paralelo a chegada da nova tecnologia, é a criação de um Data Center no Metrô com alta capacidade de armazenamento que permitirá guardar as imagens e informações por um período de 30 dias, integrando com o monitoramento de outros locais onde o passageiros não costuma acessar, como os pátios de manutenção Jabaquara, Tamanduateí, Itaquera e Belém, vias e túneis, evitando ações criminosas.

A projeção da companhia é de concluir a troca dos equipamentos até 2023.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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