Covid-19 matou 195 funcionários do sistema de ônibus da capital paulista, diz Sindicato

Ônibus da capital paulista

Em nova atualização, Sindmotoristas diz que 2214 casos já foram confirmados na categoria desde o início da pandemia

ADAMO BAZANI

Ao menos 195 funcionários do sistema de ônibus da capital paulista morreram por causa da covid-19 entre o reconhecimento da pandemia no Brasil, em março de 2021, o mês de junho de 2021, quando o País ultrapassou a marca de 500 mil mortes por causa da doença.

O dado faz parte de um balanço divulgado nesta terça-feira, 22 de junho de 2021, pelo Sindmotoristas, sindicato que reúne os motoristas, cobradores e demais funcionários do sistema.

Ainda de acordo com a entidade sindical, no mesmo período, 2214 casos já foram confirmados na categoria.

O Sindicato representa em torno de 42 mil funcionários.

Os motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo começaram a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 em 18 de maio de 2021. Assim, a maior parte do período analisado leva em conta um quadro em que os profissionais não estavam ainda imunizados.

“Esse levantamento foi essencial para conseguirmos convencer o Governo Estadual na priorização da categoria no calendário da vacinação. Nossos trabalhadores já receberam a primeira dose. Mas todos nós estamos os conscientizando sobre a importância do uso da máscara e dos hábitos de prevenção, afinal, a pandemia ainda não acabou”, afirmou, por meio de nota, o presidente do sindicato, Valdevan Noventa.

O número, entretanto, pode ser maior, já que leva em consideração apenas as empresas dos subsistemas estrutural e de articulação regional, operados pelas viações tradicionais. As empresas que surgiram de cooperativas e operam o subsistema local não foram consideradas. As chamadas ex-cooperativas respondem por quase a metade do sistema de ônibus da capital paulista.

De acordo com o levantamento, o maior índice dos óbitos está concentrado nas garagens das regiões leste com 57 mortes e oeste com 61 casos de pessoas que perderam a vida.

Em relação a casos confirmados, a zona norte reúne 742 anotações e, em seguida, aparece a zona oeste com 561 notificações.

A garagem em que mais trabalhadores perderam a vida é a da Via Sul Transportes Urbanos, na zona sudeste (considerada no levantamento como leste), com 17 óbitos.

Em seguida, a Viação Gato Preto (garagem II), na zona oeste, com 15 mortes.

Sobre o número de casos, a Viação Metrópole Paulista (garagem Iguatemi), na zona leste, lidera com 262 anotações. Em seguida vem a Sambaíba Transportes Urbanos (garagem IV), na zona norte, com 259 registros.

Vale destacar que cada uma das garagens possui portes, frota e quantidade de trabalhadores diferentes, fatores que podem influenciar no resultado final.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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