Empresa alega que estava crescendo até 2018, quando ‘o mercado foi prejudicado por transportes clandestinos chefiados em sua maior parte por milícia e pelo crime organizado’
JESSICA MARQUES
A Transportadora Tinguá teve o pedido de recuperação judicial deferido em 11 de junho de 2021. A empresa opera em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Atualmente, a viação presta serviço de transporte coletivo municipal e intermunicipal, de forma a atender as demandas de deslocamento dos usuários do sistema de transporte coletivo urbano de passageiros.
No pedido, a empresa alega que vinha crescendo até meados do ano de 2018, “quando o mercado foi prejudicado por transportes clandestinos chefiados em sua maior parte por milícia e pelo crime organizado”.
A empresa possui uma frota de 180 veículos na esfera a metropolitana e informou que gere, indiretamente e por efeito da receita, mais de 2.400 empregos indiretos, considerando os prestadores de serviços e atividades empresariais acessórias.
No pedido, a empresa diz que buscará o reconhecimento do desequilíbrio e a indenização junto à Prefeitura para compensação com débitos de ISS, uma vez que o desequilíbrio gerou a inadimplência de algumas obrigações da requerente, inclusive no que se refere ao pagamento do imposto.
Além disso, a viação informa que tem um débito aproximado R$ 28.495.609,50, considerando dívida trabalhista, cível, com fornecedores e bancos, mais o passivo fiscal de R$ 8.635.702,14. Contudo, a empresa diz que tem a capacidade de gerar receita durante a execução do contrato após o país sair da crise agravada pela pandemia.
Confira a decisão, na íntegra:
RIO DE JANEIRO
Recentemente, a Viação Pavunense, operadora dos transportes no Rio de Janeiro, entrou em recuperação judicial. A empresa foi a sexta empresa de ônibus a utilizar deste recurso para evitar falência.
Relembre:
Jessica Marques para o Diário do Transporte
