Sindicato das empresas de ônibus entra na Justiça pedindo aumento na tarifa do transporte coletivo de Campina Grande (PB)

Empresas já receberam subsídio de R$ 1,6 milhão. Foto: Rafael Lopes/Ônibus Brasil.

Prefeito, por sua vez, sinaliza que não atenderá o pedido e tentará barrar o reajuste

WILLIAN MOREIRA

O Sitrans (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros de Campina Grande) leva à Justiça uma disputa com o Poder Público para obrigar um aumento no valor aplicado na tarifa do transporte coletivo municipal.

Empresários alegam uma crise financeira do setor de transporte, agravada pela pandemia e que já resultou em uma greve no início de maio pelos trabalhadores devido atrasos no pagamento de salários.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/05/07/paralisacao-de-onibus-acaba-em-campina-grande-pb-com-acordo-entre-motoristas-e-empresarios/

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, por sua vez, disse que vai recorrer também na esfera jurídica contra o aumento das passagens pedido pelas empresas de ônibus, ressaltando que medidas já foram adotadas em prol dos empresários como a isenção de100% do ISS, da taxa de gerenciamento de 1,5% e um subsídio que totaliza R$ 1,6 milhão.

“Compreendemos a crise no setor de transportes públicos mas, neste momento, é totalmente inoportuno impormos à população mais um sacrifício, além de todos os que já fustigam a economia doméstica das pessoas, pelo agravamento da pandemia e dos seus efeitos econômicos”, disse o prefeito em nota divulgada para a imprensa.

Já o superintendente Dunga Junior, da STTP (Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos) explicou que a decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública da cidade deferida em 11 de junho, deu um prazo de 20 dias para a Prefeitura e STTP apresentar estudos referentes a planilha tarifária.

Com isto será analisado o equilíbrio financeiro das operadoras de ônibus.

Dunga Junior também pontuou que a Superintendência e Poder Público sempre mantiveram uma via de diálogo aberta com o setor empresarial, mas que medidas precisaram ser tomadas e exemplifica a decisão de não autorizar aumento na tarifa de táxi e mototáxi.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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