Sobe para dois o número de suspeitos detidos pelo incêndio que destruiu dez ônibus da Severo em BH

Ônibus foram rapidamente consumidos pelas chamas

Polícia não descarta que concorrência nos transportes foi motivação de crime; mas processo de tráfico de drogas também é considerado nas investigações

ADAMO BAZANI

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou no início da noite desta terça-feira, 15 de junho de 2021, que subiu para dois o número de suspeitos detidos pelo incêndio que destruiu dez ônibus da Severo Turismo dentro da garagem pouco depois de 6h na Rua Argemiro Rodrigues da Silva, no bairro Aparecida. A empresa tinha 13 veículos.

Um dos suspeitos é Fabiano Murdok de Souza, de 35 anos, que segundo a Polícia, é proprietário de outra empresa de ônibus.

Segundo os policiais, Murdok é o mandante do ataque.

O outro detido é primo do empresário.

Em imagens de sistemas de segurança de imóveis nas proximidades, o primo aparece de boné vermelho e roupas escuras se aproximando a garagem da Severo Turismo às 6h13. Logo em seguida, o suspeito se afastou do portão e momentos depois, o incêndio tem início.

Ainda de acordo com a Polícia, o comparsa foi transportado para o local pelo empresário de ônibus, que depois da ação, pegou o primo numa rua de trás da garagem.

Segundo os policiais, o inquérito está apenas no início.

A principal linha de investigação é que o crime teria sido motivado por concorrência no ramo de transportes, já que a Severo praticava preços inferiores aos das demais empresas, mas outras hipóteses, como até mesmo o transporte de entorpecentes nos ônibus, não foram descartadas.

O dono da empresa Severo testemunhou contra o suspeito em 2015 num processo de investigação por tráfico de drogas.

Segundo a polícia, Murdok foi preso transportando entorpecentes num ônibus que havia comprado da Severo. O veículo ainda não tinha sido descaracterizado.

Os policiais apreenderam galões de combustível e roupas identificadas com os suspeitos.

A empresa Severo calcula prejuízos de cerca de R$ 10 milhões e não sabe ainda se vai retomar as operações.

Apesar dos prejuízos materiais, ninguém se feriu.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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