Leilão de naming right da estação Brigadeiro não tem sucesso

Resta somente processo licitatório da estação Consolação, na quarta-feira (14). Das cinco estações licitadas até aqui, apenas duas foram negociadas – Carrão e Penha, da Linha 3-Vermelha

ALEXANDRE PELEGI/WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo deu prosseguimento nesta segunda-feira, 14 de junho de 2021, o ao processo de concessão de naming rights das seis estações da companhia.

São três estações da Linha 3-Vermelha, duas da Linha 2-Verde e apenas uma da Linha 1-Azul, a mais antiga do sistema metroviário.

Até sexta-feira (10), quatro estações tinham sido licitadas: Carrão, Penha e Anhangabaú, da Linha 3-Vermelha e Saúde, da Linha 1-Azul, as duas últimas sem sucesso.

Apenas uma empresa participou de todos os processos licitatórios até aqui, a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda.

Hoje foi a vez da Estação Brigadeiro Luiz Antonio (Linha 2), e novamente apenas a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda compareceu e apresentou proposta.

Como no caso das estações Saúde e Anhangabaú, não houve sucesso na negociação. O valor inicial de R$ 90 mil mensais chegou a ser aumentado pela DSM para R$ 120 mil, o  que foi recusado pela Companhia do Metropolitano.

Resta agora somente a licitação do naming right da estação estação Consolação (Linha 2-Verde), na próxima quarta-feira (16), no mesmo horário das demais.

O modelo de Naming Rights consiste na concessão do direito de associar uma marca ou produto a algum evento ou local.

No Brasil, a prática se tornou muito comum com casas de espetáculos e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que tiveram os nomes associados a marcas de patrocinadores e empresas responsáveis pelos empreendimentos.

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo aprovou a proposta do Metrô no dia 10 de fevereiro de 2021.

O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para a Companhia poder prosseguir com o projeto. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.

Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) na reunião em que participou o Diretor Comercial, Cláudio Roberto Ferreira, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa no ano passado devido à pandemia do coronavírus, caindo de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem.

Outra intenção é aproximar as grandes marcas do modal, modelo similar presente nos sistemas metroviários de Nova Iorque, Dubai, Mumbai, Kuala Lumpur, Chicago, Boston e já no Rio de Janeiro, que conta com a estação Botafogo-Coca Cola.

Recentemente, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas –FIPE para realizar estudos técnicos que viabilizem a aplicação de naming rights nas estações Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).


Alexandre Pelegi e Willian Moreira, jornalistas especializados em transportes

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