Em visita a barreira sanitária na rodoviária do Tietê, Nunes diz que estudo mostra que variante indiana coronavírus não circula na cidade de São Paulo

Edson Aparecido diz que 90% das variantes encontradas em São Paulo são a sequenciada em Manaus

Dado faz parte de estudo anunciado por prefeito e secretário da saúde; entretanto, ações de fiscalização e bloqueios em ônibus, aviões e carros devem continuar

ADAMO BAZANI

Um estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista em parceria com três institutos que analisam as novas variantes do coronavírus em circulação revelou que até esta segunda-feira, 14 de junho de 2021, não foi constatado nenhum registro da circulação da variante indiana (B.1.617 (indiana) no município.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo prefeito Ricardo Nunes e pelo secretário municipal de Saúde Edson Aparecido em visita à barreira sanitária que é realizada no Terminal Rodoviário do Tietê, na zona Norte de São Paulo.

Entretanto, Nunes e Aparecido disseram que as abordagens nos ônibus, carros e aviões vão continuar.

Desde 15 de maio até este domingo, 13 de junho de 2021, 797 ônibus foram abordados, com triagem, isolamento e monitoramento, além de ações educativas de prevenção. No total, foram detectados 65 passageiros sintomáticos, que foram encaminhados para a realização de exames. Após a triagem, avaliação e testagem, a amostra é encaminhada para sequenciamento genético, com aconselhamento de isolamento de 10 dias, a partir do início dos sintomas.

Nas rodoviárias, foram feitas ações com uma atenção especial para os ônibus vindos do Maranhão, Campos de Goytacazes, Juiz de Fora e Apucarana, até o dia 11 de junho.

Somente no TRT (Terminal Rodoviário do Tietê), 147 ônibus foram abordados e 4.089 passageiros foram avaliados, com 18 sintomáticos respiratórios identificados pela equipe. Destes, oito realizaram exame RT-PCR e três pessoas, não residentes em São Paulo, apresentaram resultado positivo até o momento, nenhum para a cepa indiana. Os três estão sendo acompanhados pelo e-SUS.

Somados os terminais rodoviários de ônibus, o Aeroporto de Congonhas, na zona Sul da capital paulista, e terminais portuários, foram monitoradas e orientadas mais de 85 mil pessoas nas barreiras sanitárias, segundo a prefeitura.

Sobre os estudos que apontaram a não circulação da cepa indiana, o secretário Edson Aparecido disse que é feito o sequenciamento genético de amostras que deram positivo para a covid-19.

“Há mais de 30 dias, todas às segundas-feiras, nós enviamos 250 amostras de testes covid positivo colhidos em toda a cidade. Com esses testes é feito o sequenciamento genético por parte do Instituto Butantan, Instituto Adolfo Lutz e, também, do Instituto de Medicina Tropical. Na semana passada conclui-se o estudo de todos esses testes enviados a esses institutos e nós não temos nesse momento a circulação da variante indiana na cidade de São Paulo”, explicou.

Ainda de acordo com os trabalhos, análise das amostras rastreadas mostra que a variante P1 (Manaus) do novo Coronavírus corresponde a mais de 90% do total verificado entre os meses de abril (já era de 70%) e maio. Em março de 2021, o índice era de 79%.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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