Metrô não aceitou cláusulas econômicas
ADAMO BAZANI
Ainda na tarde desta quarta-feira, 19 de maio de 2021, houve uma reunião de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para tentar acabar com a greve do Metrô.
Os metroviáros realizam assembleia entre 19h e 21h
Diante do impasse, a justiça trabalhista e o Ministério Público do Trabalho apresentaram a seguinte proposta:
– Reajuste salarial e no Vale-Refeição e Vale Alimentação de 7,79% a partir de maio/2021;
– Pagamento diferido do adicional noturno de 40% até janeiro de 2022, e pagamento das diferenças atrasadas nos meses de fevereiro, março e abril de 2022;
– Pagamento diferido do adicional de férias: Pagamento de 60% até janeiro de 2022, e pagamento das diferenças atrasadas nos meses de fevereiro, março e abril de 2022;
– Gratificação por tempo de serviço: congelamento por um ano a partir de maio de 2021, com o restabelecimento dos pagamentos a partir de maio de 2022;
– Pagamento em 31 de janeiro de 2022, da 2ª. parcela da PPR de 2019 (judicializada) mediante a formalização de um acordo que contemple as condições e critérios do valor a ser pago;
– Abono salarial a ser pago em 31 de março de 2022, equivalente ao piso normativo da categoria dos metroviários vigente em março de 2022 para todos os empregados;
– Manutenção de todas as demais cláusulas previstas na Sentença Normativa 2020/2021;
O TRT e o MPT propuseram também uma “cláusula de paz”, na qual aos trabalhadores suspenderiam o Movimento Grevista e a Cia do Metrô se comprometeria a não realizar demissão, punição e desconto salarial durante o procedimento judicial 2021/2022.
O Metrô não concordou com as propostas econômicas, mas que aceitaria a cláusula de paz.
A companhia ainda expôs no encontro que pode melhorar a sua proposta do dia 17 de maio, antecipando o pagamento da PR de 31 de janeiro de 2022 para 31 de agosto de 2021 e o abono salarial de 31 de março de 2022 para 31 de janeiro de 2022
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
