Nos demais horários são 60%; Multa é de R$ 100 mil a sindicato; secretário classificou como desumana e vergonhosa a atitude dos dirigentes do sindicato do Metrô de São Paulo em fazer uma greve
ADAMO BAZANI
O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, disse por meio de suas redes sociais, que uma liminar da Justiça do Trabalho determina a manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$ 100 mil diários ao Sindicato dos Metroviários.
O secretário classificou como “desumana e vergonhosa a atitude dos dirigentes do sindicato do Metrô de São Paulo em fazer uma greve por novos aumentos salariais, benefícios muito acima dos que são praticados no mercado de trabalho e produto na legislação trabalhista”
Baldy citou também a vacinação da categoria.
“Mesmo com o esforço para vacinar a linha de frente e com a crise econômica que estamos passando, com centenas de milhares de pessoas perdendo empregos, é inadmissível uma greve que irá prejudicar exclusivamente o cidadão que necessita do transporte público para ir ao trabalho.”
Como mostrou o Diário do Transporte, os metroviários decidiram entrar em greve por reajustes salariais e de benefícios, mas uma proposta pode reveter o quadro a qualquer momento.
https://diariodotransporte.com.br/2021/05/18/greve-do-metro-de-sao-paulo
Por meio de nota, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) classificou a greve como inadimissível e disse que o Metrô fez propostas aos trabalhadores.
É inadmissível que o sindicato dos metroviários, com toda a linha de frente vacinada e com a crise econômica que estamos passando, decida fazer uma greve que irá prejudicar exclusivamente o cidadão que necessita do transporte público para ir ao trabalho.
O Metrô de São Paulo fez uma proposta de acordo salarial aos seus empregados muito acima do que é praticado no mercado de trabalho e previsto na legislação trabalhista. O sindicato certamente vive em uma realidade diferente do restante do país, que sofre com desemprego, perda de renda e fome. O Metrô manteve todos os serviços e seus empregados, apesar do prejuízo de R$ 1,7 bilhão no último ano e de mais de R$ 300 milhões no primeiro trimestre de 2021.
Ainda assim, o Metrô ofereceu a manutenção de diversos benefícios, muito além dos exigidos pela CLT, como o pagamento de vales Refeição e Alimentação, Previdência Suplementar, Plano de Saúde sem mensalidade, hora extra de 100% (CLT determina 50%), adicional noturno de 30% (CLT determina 20%), abono de férias em 40% (CLT determina 1/3), complementação salarial para afastados e auxílio creche/educação, dentre outros.
Reivindicar novos aumentos salariais e de benefícios, punindo a população com a paralisação do transporte público e deixando milhares de pessoas que cuidam de serviços essenciais, como saúde e segurança sem transporte é uma atitude desumana e intransigente. Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo e iremos trabalhar para oferecer o melhor transporte possível aos cidadãos. Liminar da Justiça do Trabalho determina manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$ 100 mil diários.
A EMTU informou que pode estender linhas de ônibus com Greve do Metrô*
Serão privilegiados itinerários que passam em estações
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
