Programa da CPTM em parceria com o Sebrae transforma ambulantes em microempreendedores

À direita: Pedro Moro, presidente da CPTM. No centro: Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos. Foto: Diário do Transporte

Para secretário Alexandre Baldy, retirar vendedores dos trens é o desejo de mais de 90% dos passageiros

ALEXANDRE PELEGI

Em entrevista ao Diário do Transporte na manhã desta quinta-feira, 06 de maio de 2021, o secretário de Transportes Metropolitanos (STM) Alexandre Bady falou sobre o programa “Nos Trilhos do Empreendedorismo”.

O Secretário e o presidente da CPTM, Pedro Moro, participaram, às 11 horas, do evento de inauguração dos primeiros espaços comerciais de pessoas formadas pelo projeto, na Estação Luz, que atende as Linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM.

Resultado de uma parceria da CPTM com o SEBRAE-SP, o programa visa promover capacitação e geração de oportunidades para vendedores ambulantes que atuam informalmente no sistema ferroviário da companhia de trens.

De acordo com Baldy, o que a CPTM fez foi, de modo inovador, buscar atender o cidadão, retirando os vendedores ambulantes que atuam ilegal e informalmente dentro dos trens, situação desejada por mais de 90% de todos que utilizam o sistema diariamente. “Mas em outro lado a CPTM também promoveu uma aliança com o Sebrae aonde nós capacitamos empreendedores, esses que porventura estavam vendendo produtos ilegal e informalmente dentro dos trens ou nas proximidades das estações para que eles pudessem, como aqui hoje nós observamos seu Janeilton, seu Francisco, dona Iza, começarem a vender legalmente, licitamente produtos aqui dentro da estação com toda a segurança e atendendo, é lógico, milhares de pessoas que todos os dias transitam pelas plataformas da CPTM”.

O programa orienta sobre a formalização do comércio ilegal e fornece noções básicas de gestão para a condução de uma nova empresa.

O Diário do Transporte quis saber se a iniciativa com o Sebrae contempla outros tipos de produtos, como perfumaria, estética, acessórios para celulares, alimentos, etc

O presidente da CPTM, Pedro Moro, respondeu dizendo que o programa oferece uma gama ampla de opções, o que depende da combinação dos espaços disponíveis e do próprio trabalho que a pessoa vai oferecer. “Em Carapicuíba a venda é de produtos para celular”, deu como exemplo Pedro Moro.

O presidente da Companhia informou ainda que os espaços são pequenos, e não interferem na segurança do passageiro, que vem em primeiro lugar para a CPTM.

Para participar do programa, o vendedor ambulante e informal que atua nas áreas internas e externas das estações, nas plataformas e nos trens do Sistema Ferroviário da CPTM deve fazer sua pré-inscrição no site da Companhia pelo link: https://www.cptm.sp.gov.br/negocios/Pages/Nos-Trilhos-do-Empreendedorismo.aspx

O potencial de venda de cada estação é informado no site da CPTM, que mostra o movimento de passageiros por estação em fevereiro de 2021:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. Mesmo se isto dê certo, serão alguns apenas, pois a maioria são jovens que saíram da fundação por algum delito, e tenta mudar de vida,,,Espero que estes sejam também inseridos de volta à sociedade, e que tenha força de vontade de empreender…..eu andei projetando processo de ressocialização para o governo do estado…mas devido a revolta acontecida na era Alckmin, ele foi forçado a desmontar a fundação do Tatuapé….,,,

    1. vagligeiro disse:

      salvo engano existem documentários e estudos sobre os ambulantes, mas por preguiça, omissão ou até mesmo preconceito, são pouco procurados.

      Não vejo como se fossem só os jovens, vejo muitos adultos, e há relatos de pessoas que vivem só como ambulantes – a antiga comunidade (hoje extinguida) do Sagrado Coração (Jandira) era feita em boa parte por ambulantes.

      Insisto: existe uma falha neste projeto, pois só vê de forma “liberalcuzinha” a situação. Não a vê de forma social, na qual a presença de equipes especializadas em Assistência Social poderiam traçar melhor o que pode ser feito para quem mendiga e vende de forma ilegal nos trens. A volta de um projeto maior de “Frente de Trabalho” por exemplo poderia ser uma boa.

      Este negócio de “empreendedorismo” é um dos maiores engana-trouxas que vem acotnecendo nos últimos tempos, diga-se de passagem. Ilude as pessoas em torno de criar um ciclo de dependência para trabalhar vendendo coisas de terceiros, e no final quem lucra mais é sempre o terceiro, não a pessoa que está na linha de frente.

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