Vendas de ônibus acumulam queda de 1,77% no quadrimestre e sobem 204% nas comparações entre abril

Números demonstram que mercado esboça reação que foi prejudicada pela nova onda de covid-19

ADAMO BAZANI

Se o trato para com a pandemia de covid-19 fosse mais eficiente por parte do Governo Federal e dos governadores e prefeitos, a economia já estaria numa situação melhor e o mais importante: o Brasil não acumularia até agora mais de 408 mil mortes.

Os números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados nesta terça-feira, 04 de maio de 2021, mostram isso e o mercado de ônibus, que é um bem de capital, traz um panorama do quadro.

As vendas de veículos de transportes coletivos esboçaram uma reação, que foi prejudicada pela onda de crescimento de casos e mortes relacionados à covid-19.

No acumulado entre janeiro e abril deste de 2021, os emplacamentos caíram 1,77% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020. Foram 5.652 ônibus emplacados de janeiro a abril de 2021 ante 5.754 do primeiro quadrimestre do ano passado.

O número não é bom, mas também não é tão ruim se for considerado que, em 2020, a pandemia foi reconhecida o Brasil somente na segunda quinzena de março e que, em 2021, o período entre janeiro e abril já estava integralmente afetado pela doença.

Se o Brasil tivesse competência para conter a chamada segunda onda, o resultado seria melhor.

Isso é refletido na comparação entre março e abril de 2021.

A queda em abril foi de 6,67% com 1,4 mil unidades emplacadas ante 1,5 mil de março.

Foi em março de 2021 que os índices de contágio, internações e óbitos voltaram a subir de forma significativa, o que foi sentido pelo mercado em abril. Algumas montadoras, inclusive, interromperam a produção para não disseminar a doença entre os trabalhadores e por falta de insumos.

Na comparação entre o mês de abril do ano passado e o mês de abril deste ano, o ano de 2021 leva uma enorme vantagem: alta de 204,35 %, com 1,4 mil emplacamentos no quarto mês de 2021 e 460 o quatro mês de 2020.

Vale lembrar que se hoje ainda não se sabe muito sobre o coronovírus, antes o desconhecimento era maior ainda, e produção e atividades comerciais foram suspensas naquela época.

Os números do mercado reforçam: para a economia crescer, é necessário cuidar da Saúde: uso de máscaras, higienização constante das mãos, programas de testagem, distanciamento social sempre que possível e ampliação da vacinação têm o principal resultado de salvar vidas, mas também, salvar a economia.

Se antes, a frase era: Saúde e Economia devem andar juntas, hoje parece ser mais claro que se a Saúde fosse respeitada, a Economia estaria melhor.

RANKING DE MARCAS:

A Mercedes-Benz lidera o mercado de ônibus tanto no acumulado do ano (45,47% de participação) como somente no mês de abril (47,5%).

Já a segunda posição, tem resultados diferentes entre marcas.

No acumulado do ano até agora, a vice-liderança é da Volkswagen Caminhões & Ônibus, com 24,84% de participação.

Mas no mês de abril, a Marcopolo passou a Volkswagen e assumiu a vice-liderança com 20,07% de participação.

A Volkswagen Caminhões & Ônibus caiu em abril para terceiro lugar com 15,71%

Vale destacar que a Marcopolo aparece no ranking da Fenabrave e as outras encarroçadoras não, porque a federação contabiliza os miniônibus Volare, que são vendidos já montados, seja com chassis Agrale ou com chassis Mercedes-Benz.

O impacto positivo para a Marcopolo (Volare) tem influência nas vendas para o Programa Caminho da Escola.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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