BNDES cria programa de recuperação de crédito que atende a empresas do setor de transportes

Para cada operação poderão ser renegociadas as prestações com vencimento entre maio de 2021 e outubro de 2021. Estão incluídas empresas de transporte coletivo rodoviário intermunicipal e interestadual, além de fretamento; e transporte coletivo urbano, municipal e em região metropolitana.

ALEXANDRE PELEGI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou uma linha de Renegociação Emergencial para socorrer empresas que sofreram com o prolongamento da crise provocada pela Covid-19.

Com a duração dos efeitos da pandemia sobre a economia brasileira em 2021, o Banco decidiu oferecer novamente a possibilidade de que as empresas suspendam o pagamento das parcelas de seus financiamentos.

O banco federal criou a linha “BNDES de Renegociação Emergencial 2021 de Operações Indiretas Automáticas”.

As operações contratadas em Taxa de Longo Prazo (TLP), poderão ter o prazo final prorrogado por até 18 meses.

Como nas rodadas anteriores, o período de pausa sem pagamentos será de até seis meses. A nova rodada traz também a possibilidade inédita de prorrogação do prazo total de financiamento em até 18 meses, o que não estava previsto na suspensão oferecida no ano passado.

“A suspensão das prestações deverá ser negociada pelo empreendedor diretamente com o agente financeiro que lhe concedeu o financiamento original. Os pedidos já podem ser feitos a partir de hoje“, diz uma nota divulgada pelo banco.

Ficarão de fora da renegociação os financiamentos “tomados para negócios envolvendo comércio exterior ou contratados pela administração pública; e dívidas agrícolas já renegociadas“, diz a nota divulgada pelo BNDES.

Também não poderão ter pagamentos suspensos os empréstimos “tomados na modalidade do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac) ou quaisquer outros que contam com algum fundo garantidor ou subvenção econômica“.

O Peac foi a principal medida do banco para enfrentar a crise da covid-19.

Criado para garantir financiamentos concedidos por todos os bancos do sistema financeiro, ele moveu aporte de R$ 20 bilhões do Tesouro Nacional no FGI, fundo de aval do BNDES, e garantiu R$ 92,1 bilhões em empréstimos tomados em 2020.

O setor de transporte foi atendido em três Classificações de Atividades Econômicas (CNAEs), para Médias (I e II) e Grandes Empresas. Foram incluídas empresas de transporte coletivo rodoviário intermunicipal e interestadual, além de fretamento; e transporte coletivo urbano, municipal e em região metropolitana.

Leia abaixo a Circular na íntegra:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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