Metrô de SP adia PMI para estruturação de concessão de sistemas de telecomunicações em áreas de propriedade da Companhia

PMI abre espaço para exploração comercial de novos negócios envolvendo telefonia, fibra ótica e/ou novas tecnologias. Foto: Divulgação

Propostas deverão descrever produtos e serviços a serem explorados ou desenvolvidos com retorno financeiro para a estatal. Sistemas já existentes poderão ser utilizados

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de SP adiou para 31 de maio de 2021 a entrega de propostas do Procedimento de Manifestação de Interesse – PMI cujo objetivo é obter as informações necessárias e suficientes à estruturação de Concessão de Uso para operação, manutenção e comercialização de Sistemas de Telecomunicações, por meio de áreas e bens de posse ou propriedade da Companhia.

O aviso saiu publicado na edição desta sexta-feira, 23 de abril de 2021, do Diário Oficial do Estado.

O PMI faz parte dos esforços da Companhia em padronizar a malha ferroviária, abrindo espaço para o tráfego de dados, dentre outros serviços, além da possibilidade de exploração comercial, com retorno financeiro para a empresa.

As propostas deverão avaliar o setor de telecomunicações e as perspectivas de interesse do mercado, além de descrever os produtos e serviços que poderão ser explorados ou desenvolvidos por meio dos sistemas de telecomunicações existentes, assim como a instalação de novos sistemas.

Os interessados deverão ainda apresentar o potencial de geração de receitas; a estimativa dos investimentos para a exploração ou desenvolvimento dos produtos e serviços, bem como dos prazos de implantação; o modelo de concessão ou outro modelo de negócio viável e compatível com a legislação atual; o prazo de concessão mínimo estimado, com a previsão de faturamento e a descrição e valores dos custos operacionais; e a estimativa de remuneração à Companhia do Metrô.

De acordo com o termo de referência a remuneração à Companhia do Metrô ocorrerá por pagamento de parcela inicial fixa e pagamento de parcelas mensais com base em percentual do faturamento bruto do negócio ou valor mínimo pré-definido, o que for maior.

Na descrição dos sistemas existentes, que poderão ser explorados comercialmente por concessão, o Metrô descreve:

Rede Infovia Metronet, baseada em tecnologia IP/MPLS, que dispõe dos componentes de infraestrutura, hardware e software. A Rede foi projetada com 01 Anel Principal e 6 Anéis Secundários ou de distribuição.

A interligação entre os vários anéis é feita através de cabos de fibra ótica, lançados na via (túnel), salas técnicas e salas operacionais de cada estação das linhas 1,2 e 3 e nas demais localidades atendidas pelo projeto.

Cabo de fibra ótica 72 fibras – na extensão das linhas 1, 2, 3 (via), inclusive pátios PAT (Pátio Jabaquara), PIT (Pátio Itaquera), PTI (Pátio Tamanduateí) e demais áreas;

Cabo de fibra ótica 12 fibras – nas interligações entre as salas técnicas das estações e pátios e áreas adjacentes, um lançamento em cada local, tais como retificadoras, primárias, bases de manutenção, bases operacionais, pequenos pátios e demais locais;

Cabo de fibra ótica 4 fibras – nas interligações entre as salas técnicas das estações e áreas internas (salas operacionais).

Até maio de 2020 haviam sido lançados 78.084,50 metros de cabos de fibra ótica de 72 vias, 2.676,00 metros de cabos de fibra ótica de 12 vias, 4.745,00 metros de cabos de fibra ótica de 04 vias, perfazendo um total de 85.505,50 metros de cabos de fibra lançados.

Todos os equipamentos, softwares e infraestruturas que integram o projeto Infovia Metronet são de propriedade da Companhia do Metrô. Os equipamentos e softwares possuem garantia até junho de 2021.

Cabos Ópticos dos Sistemas de Modernização – Centro de Controle  Operacional: instalados ao longo da Via-2 da Linha 1 – Azul. O número de Fibras Ópticas destes cabos varia de 32 a 12 por localidade, nos trechos entre o Centro de Controle Operacional à Estação Jabaquara, e do Centro de Controle Operacional à Estação Tucuruvi.

Cabos Ópticos da Extensão Oeste da Linha 2 – Verde: instalados na Via 2 da Linha 2 – Verde. Trecho: Estações Ana Rosa à Vila Madalena + Centro de Controle Operacional e Edifício Metrô I. As terminações das fibras ópticas destes cabos estão localizadas nos gabinetes do sistema STFDV – DGE/DGO.

Cabos Ópticos da Extensão Oeste da Linha 2 – Verde: instalados na Via 2 da Linha 2 – Verde. Trecho: Estações Ana Rosa à Vila Madalena + Centro de Controle Operacional e Edifício Metrô I. As terminações das fibras ópticas destes cabos estão localizadas nos gabinetes do sistema STFDV – DGE/DGO

Cabos Ópticos do Contrato de Modernização SPL123: instalados ao longo das Linhas 1, 2 e 3. Trechos: Cabo instalado entre as estações e bases de manutenção; subestações primárias; subestações retificadoras (apenas nas novas retificadoras da Linha 1 que estão distantes dos DGO-STD) e em alguns poços de ventilação e saídas de emergência. As terminações das fibras ópticas destes cabos estão localizadas nos gabinetes dos sistemas de transmissão de dados – STD-DGO de cada estação e cada localidade indicada acima nos gabinetes STD-DGO.

Wi-Fi: prestação de serviços gratuitos de internet por redes wi–fi para passageiros das estações operadas pela companhia do metrô, deverão considerar as condições mínimas apresentadas no edital. A área de cobertura do sinal da rede wi-fi deverá ser de 80% a 100% nas estações e 100% nos trens. O projeto apresentado de rede wi-fi deverá contemplar o atendimento satisfatório para o máximo de usuários da rede em estações e trens e apresentar as garantias mínimas de banda para cada usuário.

Telefonia Móvel: Cabos irradiantes instalados ao longo das Linhas 1, 2 e 3, nos trechos de túneis, para atendimento ao sistema de telefonia celular. Trechos: Estações Jabaquara à Tucuruvi, Estações Vila Prudente à Vila Madalena, Estações Brás à Bresser-Moóca; e Estações Sé à Palmeiras-Barra Funda. As terminações e conexões dos cabos irradiantes para telefonia celular, estão localizadas nos equipamentos de telefonia celular de cada respectiva estação. Esses cabos são de uso exclusivo do sistema de telefonia celular e encontram-se sob gestão das operadoras.

A Companhia do Metrô pode utilizar o cabo irradiante sem qualquer ônus ou indenização, desde que não interfira no funcionamento dos equipamentos instalados.

NOVOS PRODUTOS

De acordo com o termo de referência, as condições de infraestrutura da Companhia do Metrô possibilitam a implantação de novas tecnologias, bem como possuem espaço físico para instalação de novos cabos irradiantes, novos cabos de fibra ótica, antenas e outros equipamentos, que permitirão o acompanhamento da evolução tecnológica dos sistemas de telecomunicações.

Os projetos para instalação de sistemas que possibilitarão a exploração comercial de novos produtos deverão ser submetidos à prévia análise e aprovação das áreas técnicas da Companhia do Metrô.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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