Rio Ônibus diz que há risco de greve de motoristas por vacinação contra covid-19

Entidade patronal diz que enviou ofícios solicitando datas de imunização

JESSICA MARQUES

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas do transporte coletivo do Rio de Janeiro, informou que há risco de greve de motoristas por vacinação contra covid-19.

A entidade patronal informou que enviou ofícios para a Prefeitura solicitando datas de imunização para a categoria.

Em nota, o Rio Ônibus ressaltou ainda que os trabalhadores do transporte coletivo são grupo prioritário no cronograma de imunização.

Confira a nota do Rio Ônibus, na íntegra:

Rodoviários são público prioritário no cronograma de vacinação contra a Covid-19, porém, só na teoria. Desde o ano passado, especialistas apontam para a urgência da vacinação destes profissionais, que, assim como agentes de saúde e segurança pública, estão diariamente da linha de frente, mantendo a operação do serviço essencial que é o transporte público. Às vésperas do dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, nenhum representante do setor recebeu imunização.

O Rio Ônibus já se manifestou publicamente em defesa dos onze mil motoristas e fiscais, que, mesmo com a determinação de uso de máscara e higienização, diariamente lidam com a média de 200 pessoas durante o exercício da função. Assim como no Rio, representantes do setor em outras cidades se manifestam sobre a necessidade urgente das prefeituras dedicarem doses e estrutura para vacinar a classe.

– Os rodoviários são verdadeiros heróis desses tempos de pandemia. Em nenhum momento do longo período de recomendação de isolamento houve qualquer tipo de paralisação da circulação do transporte por ônibus na cidade. Nada mais justo e seguro que estas pessoas sejam reconhecidas e cuidadas pelo governo – reivindica Paulo Valente, porta-voz do Rio Ônibus.

Empenhado no envio de ofícios para órgãos competentes e na cobrança junto à opinião pública para estabelecimento de logística vacinal aos rodoviários cariocas, o Rio Ônibus ressalta a necessidade de atendimento por parte da Prefeitura, para que o Rio não chegue a enfrentar casos de paralisação do sistema por parte dos trabalhadores, assim como já registrado em outras cidades, onde motoristas cruzaram os braços e interromperam a operação para chamar atenção sobre a importância da imunização. Este tipo de ação pode ser ainda mais prejudicial ao conjunto da sociedade, já que ao ficar sem transporte oficial, pessoas se aglomeram em busca de outras estruturas de deslocamento, muitas vezes inadequadas e de maior potencial de contágio do vírus.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta