Empresários de fretamento fazem manifestações em 10 capitais pedindo socorro aos bancos

Categoria pede prorrogação dos financiamentos bancários utilizados para a renovação das frotas de ônibus. Foto: Divulgação / Fretadores pela Liberdade.

Atos começam a serem realizados nesta terça (20), a partir do meio-dia

JESSICA MARQUES

Uma série de manifestações em 10 capitais brasileiras está marcada para esta terça-feira, 20 de abril de 2021, a partir do meio-dia. Os atos são organizados por empresários do setor de fretamento de ônibus. A categoria alega que está ameaçada pela redução e cancelamentos das viagens de turismo, em razão da pandemia de covid-19.

O grupo está pedindo um socorro “pela manutenção de milhares de empregos”. Assim, a reivindicação é a prorrogação do prazo para o pagamento das mensalidades de seus veículos financiados junto ao BNDES e bancos privados por um período de 12 meses.

A liderança do movimento é realizada pelos “Fretadores pela Liberdade”, que em fevereiro lançou em Brasília a campanha “Fretado é Legal”. Em nota, o grupo informou que os protestos contarão com mais de 600 ônibus. Entre as capitais, destaque para movimentos em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras.

Desde o início de março, representantes do movimento têm feito diversas articulações junto ao Ministério da Economia e a bancos no intuito de tentar a negociação. O grupo argumenta ainda que o setor foi fortemente atingido pela pandemia e a consequente queda de circulação e de público e é responsável pela geração de 180 mil empregos diretos e indiretos e movimenta mais de 50 mil ônibus pelo Brasil.

“As empresas tiveram vários contratos fixos cancelados, além de observar as viagens de turismo sendo drasticamente reduzidas. As poucas viagens que restaram estão sendo impedidas por decretos e medidas restritivas. Vários estados e municípios brasileiros proibiram a entrada de turistas, como Caldas Novas (GO), Salvador (BA), Porto Seguro (BA), Cabo Frio (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Aparecida (SP), dentre outras, afetando diretamente as empresas do ramo”, afirmou o empresário do setor de fretamento e um dos líderes do Movimento Fretadores pela Liberdade, Marcelo Nunes.

Nunes acredita que a prorrogação do prazo para pagar os financiamentos traria fôlego aos empresários do Turismo e do Fretamento. “Neste atual momento de conjuntura, há milhares de ônibus no Brasil financiados pelo BNDES com suas parcelas atrasadas. Sofremos com constantes apreensões. Veículos estão sendo leiloados. Pedimos encarecidamente esta revisão e prorrogação para a sobrevivência financeira de tantos empresários, trabalhadores e famílias que dependem do fretamento para continuarem vivos”, completou.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Em outras palavras,o Brasil não existe mais.Já pode ser considerado um país extinto.Extinto pela hipocrisia,pela mentira,pelo crime e por esse Sistema criminos e ilegal.Ah, e pela Covid-19.

  2. João Luis Garcia disse:

    Os  » empresários citados  » quase que todos fizeram os investimentos para atuarem a serviço da BUSER e portanto sabiam dos riscos que estavam assumindo ao entrar em financiamentos bancários para adquirirem os novos ônibus.
    E com a ANTT e as agências regulares dos estados realizando as ações para coibir o transporte clandestino e irregular, muitos não estão conseguindo rodar para pagar as parcelas dos financiamentos.
    Temos 2 casos a serem observados:

    A) O Banco que concedeu o financiamento a essas empresas deveria ter feito uma melhor análise na hora da concessão do crédito, pois muitas empresas não tinham condições financeiras para assumir esses novos compromissos, haja visto que o serviço hoje operado pelas Plataformas de Negócios como a BUSER não possuem legitimidade alguma perante os órgãos legisladores.

    B) As  » empresas de fretamento e turismo  » viram a possibilidade de operarem linhas regulares para obterem uma nova receita, e eram sabedoras que estariam assumindo compromissos financeiros que deveriam ser respeitados e honrados ao adquirirem os novos ônibus, todas elas sabem que estariam operando irregularmente, pois a sua licença junto a ANTT é para viagens de turismo e fretamento e não linhas regulares que já são operadas por empresas rodoviárias.

    Agora o que se vê são as  » empresas de fretamento e turismo  » quererem se passar por vitimas, quando não é a realidade.

    1. Santos Dumont disse:

      Lamentável, meu caro, sua visão do sistema. A BUSER é um aplicativo recente que se vale de serviços autorizados legalmente, para agregar pessoas e efetuar o transporte de milhares de usuários que, ao invés de se verem enganados por falsos descontos e promoções e uma série de quinquilharias enganosas, tem efetivamente no preço mais baixo o grande atrativo. Seu conhecimento sobre a formação das empresas – micro e pequenas – é muito pobre, e saiba que essas fretadoras, que tem origem nos municípios em que são fundadas, e que penam com a má qualidade e frequência incipiente de atendimento de linhas regulares, são o mercado dos ônibus usados descartados pelas grandes para se renovação de suas frotas, e que no mercado garantem o turismo religioso, o turismo de compras, o fretamento de estudantes, de comunidades interioranas. São vítimas sim, tanto quanto as grandes empresas, que amargam prejuízos irrecuperáveis.

  3. João Luis Garcia disse:

    Primeiro que uma pessoa que ao responder meu ou qualquer comentário que utiliza codinomes fictícios não merece qualquer credibilidade.
    Por que esconder-se ?
    Quanto as suas afirmações, várias empresas de fretamento e turismo operam de forma legal e dentro das normas vigentes.
    As empresas as quais me refiro são exatamente as mesmas que estão a prestar serviço para essas plataformas de tecnologia.
    Para seu conhecimento a BUSER ao contratar ou intermediar as viagens com as empresas de fretamento está lezando o consumidor, pois os veículos ( vários ) apresentam diversos problemas já relatados aqui no próprio site e as empresas proprietárias dos ônibus não possuem em sua licença de operação junto a ANTT a autorização para realizar esse tipo de viagem.

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