Projeto da Alesp inclui motoristas e cobradores do transporte coletivo em proposta de Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19

Por ser serviço essencial, o transporte coletivo não pode parar. Foto: Diário do Transporte

Propositura classifica trabalhadores do setor como funcionários de serviços essenciais

ALEXANDRE PELEGI

Os profissionais da linha de frente do transporte coletivo exercem seu trabalho em atividades essenciais, aquelas que não podem ser interrompidas sob pena de inviabilizarem o exercício de direitos básicos, tais quais alimentação, saúde, acesso à remédios, direito de locomoção, segurança pública e limpeza urbana.

É o caso dos motoristas e cobradores do transporte coletivo, grupo de pessoas que são colocadas em situações exponenciais de risco por lidarem dia a dia com o público na execução de serviços contínuos.

Essa é a principal justificativa do projeto de Lei 156/2021, de autoria do deputado estadual paulista Luiz Fernando T. Ferreira (PT), apresentado para aprovação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Protocolado na Sala das Sessões em 18 de março de 2021, o PL foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (19);

A proposta define quais serão os grupos prioritários na ordem de execução do Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19 no Estado de São Paulo, que sejam prioritariamente imunizados contra o coronavírus:

I – Professores e profissionais da educação;

II – Policiais Civis e Militares;

III – Guardas Civis Municipais;

IV – Garis, coletores de lixo e demais profissionais de limpeza urbana;

V – Funcionários de serviços essenciais.

Ao definir “funcionários de serviços essenciais”, o PL classifica que são os trabalhadores no âmbito da administração pública ou privada que exerçam suas atividades nos supermercados, farmácias, postos de gasolina e, por fim, os motoristas e cobradores de ônibus “ou outro transporte coletivo de passageiros”.

Como mostrou o Diário do Transporte, já existe um movimento de motoristas do transporte público urbano que reivindica a vacinação da categoria. São profissionais da Transwolff, empresa de ônibus que opera na zona sul da cidade de São Paulo.

A iniciativa de lutar por esse direito foi abraçada pela empresa, que para divulgar a ideia e massificar a reivindicação, passou a distribuir um total de 4 mil adesivos para que os funcionários colem no uniforme.

Além disso, a empresa decidiu espalhar faixas nos dez terminais onde opera. As faixas trazem dizeres como “Vacina já. A Transwolff defende a vacinação imediata dos motoristas. Também somos linha de frente”.

A ação abrange os terminais Campo Limpo, Jd. Angela, Capelinha, João Dias, Guarapiranga, Santo Amaro, Água Espraiada, Grajau, Varginha e Parelheiros.

Nesta sexta-feira (19), a iniciativa se espalhou englobando empresas como Transcap e A2, que operam na zona sul, e a Norte Buss, da zona norte, todas do subsistema local. Elas também passaram a distribuir adesivos para os funcionários e a espalhar faixas nos terminais. Até o início da próxima semana, a expectativa é que todos os motoristas e outros profissionais do sistema estejam exibindo a campanha em seus uniformes e todos os terminais contem com faixas.

Relembre:

Motoristas de empresa de ônibus da capital são apoiados em campanha que defende vacinação imediata da categoria


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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