Decreto do Paraná orienta população a evitar transporte público nos horários de pico, sempre que possível

Terminal Fazenda Rio Grande, na região metropolitana

Comércio de rua, academias e serviços em geral tiveram novos horários regulamentados para funcionamento

ADAMO BAZANI

O governo do Estado do Paraná publicou o decerto 7.020/2021, que já está em vigor, com novas normas para o funcionamento de atividades de comércio e serviços a partir das 10h.

Com o relaxamento das restrições, mesmo o Estado registrando ainda altos índices de transmissão, internação e óbitos pela covid-19, é esperado um movimento maior no transporte público.

Uma das orientações é que, sempre que possível, a população evite usar o transporte coletivo nos horários de pico e busque faixas horárias alternativas para escapar de aglomerações.

Segundo a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), que gerencia os ônibus metropolitanos, quase 80% dos passageiros da rede utiliza os transportes públicos nos horários de pico, o que provoca lotação.

“Temos um grande desafio, que é o transporte coletivo. Na Região Metropolitana de Curitiba 78% dos usuários utilizam o sistema nos horários de pico, entre 5h30 e 7h30 e entre 17h e 18h30. Fora destes horários os ônibus circulam muitas vezes vazios. Precisamos fazer com que as pessoas utilizem os ônibus nestes horários, que haja um equilíbrio”, disse, em nota, o diretor-presidente da Comec, Gilson Santos.

O levantamento mostra que quase 80% da concentração de pessoas da linha Campo Largo – Campina do Siqueira, por exemplo, acontecem das 5h30 às 8h05, com média de 1,2 mil usuários nesse período, enquanto das 8h às 12h são 372 usuários, apenas 22% do total de uma manhã inteira. O maior movimento é das 6h38 às 7h38 na linha que atravessa 49 quilômetros entre a Capital e o município vizinho.

Já em relação à ligação entre Curitiba e Fazenda Rio Grande, a Comec informou que os ônibus que percorrem o trajeto de 31,5 quilômetros entre o Terminal de Fazenda Rio Grande e o Terminal do Pinheirinho, em Curitiba, também registram grande concentração de demanda no início da manhã. Após às 8h00, a demanda cai sensivelmente de acordo com a gerenciadora.

“O pico, das 6h às 8h, concentra 2,5 mil usuários, em média, mais de 60% do total de uma manhã, enquanto das 8h às 12h o número cai para 1,5 mil. Apenas entre 6h e 7h são 1,4 mil passageiros, todos os dias”.

Ainda na nota, Gilson Santos explicou que a inciativa de flexibilização dos horários para escapar do pico deve vir dos empregadores.

“Precisamos que os empregadores flexibilizem os horários dos seus colaboradores, independente do serviço. É um momento muito delicado da pandemia e só vamos vencer esse momento com a colaboração de todos. Seja o comerciante, o empresário e até o empregador doméstico”, disse.

O decreto que permite a retomada de atividades não essenciais em horários reduzidos em cidades acima de 50 mil habitantes, entre as permissões estão:

– Comércio de rua não essencial, galerias e centros comerciais e de prestação de serviços: das 10h às 17h com 50% de ocupação, de segunda a sexta-feira.

– Academias de ginástica: das 06h às 20h, com 30% de ocupação, de segunda a sexta-feira.

– Shopping-centers: das 11h às 20h, com 50% de ocupação, de segunda a sexta-feira.

– Restaurantes, bares e lanchonetes: das 10h às 20h com 50% de ocupação, de segunda a sexta-feira.

Veja o decreto na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta