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Trabalhadores do transporte coletivo de Volta Redonda (RJ) entram em greve

Foto: Matheus Martins da Silva/Ônibus Brasil

Mobilização é motivada por insatisfação por pagamento parcial dos salários

WILLIAN MOREIRA

Passageiros do município de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, estão sem transporte coletivo neste sábado, 6 de março de 2021, devido a uma greve iniciada pelos trabalhadores do setor.

Os funcionários tanto da Viação Cidade do Aço, como da Viação Sul Fluminense, se queixam de terem recebido 60% do salário previsto do mês de fevereiro.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Sul Fluminense não há uma previsão do retorno ao atendimento dos passageiros, e a interrupção do serviço não foi iniciativa da entidade, que, no entanto, apoia os trabalhadores.

A estimativa é que o movimento paredista tenha tido até o momento uma adesão de 2 mil colaboradores, contando também com funcionários da Agulhas Negras e Viação Elite. Por essa razão a cidade de Barra Mansa também é parcialmente afetada.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindpass) informou que nas ultimas semanas o setor vem enfrentando dificuldades financeiras devido à queda na receita tarifária e ao aumento dos insumos como o óleo diesel. Outro apontamento é quanto ao congelamento do preço da passagem, sem reajuste a pelo menos quatro anos.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura de Volta Redonda disse não ter sido comunicada com antecedência da paralisação e lamenta que o movimento tenha se iniciado, apesar de entender o momento econômico delicado, mas lembra que o cidadão é o maior prejudicado e não pode pagar essa conta.

A Prefeitura de Volta Redonda informa que não foi avisada previamente e lamenta a paralisação feita neste sábado, dia 6, por funcionários das empresas de transporte público municipal.
Apesar de entender o momento delicado da economia nacional, com a pressão dos efeitos da pandemia e da alta do diesel, também temos de pensar na população. O cidadão, principalmente o mais carente, também passa por momentos difíceis e não pode pagar essa conta. A Prefeitura já acionou as empresas de ônibus para que o serviço, considerado essencial, seja retomado o mais rápido possível.”

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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