Número de furtos de cabo na Linha 8 da CPTM preocupa interessados na concessão

Trem da Série 8500 na estação da Luz na Linha 11-Coral faz parte dos trens que serão cedidos durante a concessão e devolvidos gradualmente à CPTM. Foto: Diário do Transporte.

Tema foi abordado em mais uma série de questionamento da licitação; CPTM diz que não há previsão de ações mitigatórias para o problema

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O número de furtos de cabo na Linha 8-Diamante da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) está preocupando os interessados na concessão. O tema foi abordado em mais uma série de questionamentos da licitação.

A CPTM divulgou no domingo, 21 de fevereiro de 2021, o 6º Bloco de Pedidos de Esclarecimentos as perguntas realizadas por empresas, grupos ou entidades interessadas na concessão das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú atual e Varginha futuramente). Um dos pontos de destaque é a preocupação de um dos concorrentes quanto à segurança nos pátios da empresa.

De acordo com a questão nº 588, o interessado realizou um estudo de segurança patrimonial e constatou que entre os anos de 2017 e 2020, um elevado número de casos de furtos de cabos e cordoalhas de aterramentos dos truques nos trens que operam a Linha 8-Diamante, um total de dez composições afetadas pelos crimes e ficando essas por um período indisponíveis para a operação.

“Na Linha 8, desde 2017, há elevada incidência de furtos de cabos e cordoalhas de aterramento dos truques na Operação Comercial da CPTM, nos pátios de Presidente Altino e Carapicuíba. Estes eventos constantes de furto, já causaram indisponibilidade operacional de até 10 trens, afetando a operação comercial e o transporte de passageiros. Os trens das séries 7000, 7500 e 8500 que serão cedidos pelo Poder Concedente à Concessionária terão as modificações técnicas mitigadoras de furtos que foram aplicadas na Série 8000?”

Os casos que ocorrem nos pátios de Presidente Altino e Carapicuíba necessitaram a companhia de implantar medidas para diminuir as ocorrências de furtos, e o concorrente questionou a CPTM se essas medidas seriam aplicadas nos trens da Série 7000, 7500 e 8500 que serão cedidos na concessão.

Entretanto, apesar de reconhecer este problema, a CPTM respondeu a pergunta dizendo que não estão previstas intervenções nessas frotas para mitigar os casos de furtos e indicou um dos documentos disponíveis sobre a concessão que detalha um histórico de falhas operacionais nos sistemas das Linhas 8 e 9, que podem ser usados para identificar pontos mais vulneráveis na segurança.

O Governo do Estado espera, ainda em março deste ano, lançar o edital de concessão e finalizar o processo no segundo semestre.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Ta vendo Dita Doria não e só vender e pronto.

  2. Toda empresa, assim como um domicilio é um bem, um patrimônio. Todo patrimônio tem custos,, é suado ter esse patrimônio. Dai a necessidade de sempre estar em alerta, vigilante para mantê-los. Você trabalhou pra ter, vc montou à seu modo, circunstância para o usufruto legal e a contento de conforto e dignidade. Assim deveria ser a CPTM que passou por mudanças desde sua criação, melhorias na malha ferroviária, estações, material novo, digitalização, padrões. Em tempos de hoje é vital que se acompanhe a mudança externa, fora das 2 linhas paralelas, no seu entorno, devido a crescente desestabilidade da sociedade e seus abandonos forçando o ser humano a procurar meio escusos, ilegais de sobrevivência, ainda mais numa cidade como SP que agrega todo tipo de indignados, revoltados da vida, que depredam por simples graça de deteriorar aquilo que deveria lhe servir, o transporte público. Por outro lado, para potencializar mais a violência temos milhares de cabeças à criticar o processo, uma dezena apenas para dar apoio e sugerir novas idéias (é o que faço pois acredito no meu poder de argumentos) por melhorias, ver falhas e tentar resolver. Neste momento a prefeitura de S. André acatou minha sugestão de evitar enchentes na estação. Está em obras de remodelação na entrada. Temos mais ferramentas de comunicação que antigamente, da carta, hoje próximo à mão a internet, aplicativos, etc mas preferem descarregar ódios contra todos e tudo. Vou eu cobra da empresa as câmeras de monitoramentos da ferrovias, quero saber como está sendo feita a vigilância na malha para ter melhor entendimento da coisa, pra não falar besteiras, ou sugerir algo errado…Vamos fazer isso? Eu estava lá em 1990 prá melhorar, e não vou admitir que “minha empresa” seja deteriorada.

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