É o que diz inquérito sorológico da prefeitura de São Paulo. Ficar em casa ainda é mais seguro, mas não muito mais do que em relação a quem trabalha
ADAMO BAZANI
Sair para atividades não essenciais significa correr mais risco de pegar a covid-19 na cidade de São Paulo.
É o que revela o inquérito sorológico divulgado pela prefeitura de São Paulo nesta sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021, feito parceria com a USP (Universidade de São Paulo).
Segundo apresentação do prefeito Bruno Covas e do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a taxa de contágio na cidade de São Paulo está em 13,9%
Entre os que saem para atividades não essenciais, como lazer, bares e restaurantes, a taxa de prevalência é de 19,2% (sem restrição alguma).
Fazendo o recorte apenas de quem está saindo para trabalhar ou para outras atividades essenciais, seja de carro e transporte público (ônibus, trens e metrô), a taxa de prevalência é de 13,6%
Ficar em casa ainda é mais seguro, mas não muito mais do que em relação a quem trabalha: a prevalência é de 11,4%
Significa dizer que, segundo o levantamento, a cada 100 pessoas, 14 podem pegar a covid-19 indo trabalhar ou estudar.
Nas demais atividades não essenciais, se 100 pessoas saírem, 20 podem ficar doentes.
Já entre os que ficam a maior parte do tempo em casa, de cada 100, 12 podem ser contaminados.
Mas uma ressalva: não é que quem pode ficar em casa deve sair, e sim, quem fica em casa, deve tomar mais cuidado.
Normalmente, em casa há uma tendência de relaxamento nos cuidados.
Há possibilidade contágio por meio de familiares que têm atividades fora e trazem o novo coronavírus para dentro de casa.
Além, disso, por menor que seja, há a possibilidade de contágio por delivery e entregas em geral.
Foram realizadas 1841 coletas em todas as regiões de saúde da cidade de São Paulo, com 270 resultados positivos.
Segundo a apresentação ainda, nos indivíduos que frequentam pelo menos um local (restaurantes, academias, cafés e bares), o risco de pegar covid-19 foi maior (17,7%) do que a prevalência dos indivíduos que referiram não frequentar (11,9%).
As taxas de contágio entre periferia e o centro expandido se aproximaram
Veja as apresentações
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
