Utilizando sensores para coletar informações de marcadores magnéticos na superfície da pista, tecnologia permite guiar a posição do veículo em tempo real e controlar a direção dos pneus durante o percurso
ALEXANDRE PELEGI
Começaram em Xangai as operações de teste do primeiro sistema inteligente de transporte guiado por trilhos virtuais (intelligent Digital-Rail Transport, iDRT na sigla em inglês).
O iDRT é usado em um ônibus biarticulado guiado por trilhos virtuais, que roda sobre pneus de borracha usados na linha.
Os veículos, com 30,5 metros de comprimento e capacidade para 302 passageiros, rodam com velocidade de até 70 km/h.
O veículo é o primeiro da China a adotar a adotar o sistema DRT, uma tecnologia de ponta que utiliza sensores para coletar informações de marcadores magnéticos na superfície da pista, e desta forma guiar a posição do veículo em tempo real e controlar a direção dos pneus durante o percurso.
Uma das empresas envolvidas na construção da Linha de Demonstração T1, o Shanghai Electric Automation Group, integrante do Shanghai Electric Group Limited, desenvolveu o sistema.
Coube à Shanghai Electric fornecer a pista virtual, o sistema de gerenciamento das operações, o sistema de comunicação da rede, a rede principal de comunicações, o sistema de plataforma inteligente e o centro de controle da linha de demonstração. Além disso, coube à empresa o gerenciamento do fornecimento, instalação e outros serviços relacionados aos sistemas eletromecânicos.
A Linha de Demonstração T1 comporta nove estações em uma extensão de 21,7 quilômetros.
A estimativa é que deva estar totalmente operacional em junho deste ano.
A linha de Demonstração T1 começará a operar inicialmente com energia elétrica pura, enquanto as estações de reabastecimento de hidrogênio estão sendo construídas. Quando estiverem prontas, o plano é que seja conectada totalmente à energia do hidrogênio.
A linha de demonstração usa sensor sob o veículo e navegação por pico magnético. Isso reduz o período de construção, diminuindo a ocupação da via, além de reduzir o gasto de energia e de emissões.
Do ponto de vista econômico, quando comparado ao sistema de ônibus tradicionais, o DRT demanda metade do investimento na construção, além de ser inteligente e ecologicamente correto.
Com o novo sistema, o veículo pode ajustar sua velocidade, e transmitir informações aos condutores. O importante é que sua flexibilidade e baixo custo permite que o sistema pode ser posto em operação em vias urbanas existentes, oferecendo uma escolha ideal para o transporte coletivo urbano.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
