Diário no Sul

Foz do Iguaçu revoga intervenção no transporte coletivo

Ônibus da Cidade Verde, uma das empresas do Consórcio Sorriso. Foto: Anderson Gabriel / Ônibus Brasil

Desde este sábado (30) linhas voltaram a ser operadas pelo Consórcio Sorriso

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Foz do Iguaçu, no interior do Paraná, publicou nessa sexta-feira, 29 de janeiro de 2021, o Decreto nº 28.930 que revoga decreto anterior que provocou a intervenção municipal no serviço de transporte coletivo municipal de passageiros, junto ao Consórcio Sorriso, composto pelas empresas Viação Cidade Verde e Vale do Iguaçu.

Dessa maneira, de acordo com comunicado da prefeitura, o Consórcio voltou a operar as linhas do transporte coletivo a partir deste sábado (30).

Segundo comunicado da prefeitura, o decreto de intervenção foi revogado “após intenso trabalho para reestabelecer o pleno funcionamento do sistema, que envolveu a adição de 12 novos ônibus, 65 novas viagens, contratação de 34 cobradores e motoristas, além do pagamento dos atrasados ​​e benefícios, como o 13º, patrões trabalhadores”.

A partir de agora, com a volta do Consórcio Sorriso á frente da operação, a Prefeitura garante que vai atuar, por meio do Foztrans – Instituto de Transporte e Trânsito de Foz do Iguaçu, no monitoramento e fiscalização “para garantir que novas linhas implantadas não sejam retiradas e para que não haja retrocesso em relação às medidas após a intervenção”.

O prefeito Chico Brasileiro afirmou que o objetivo da intervenção foi atingido – fazer com o sistema operasse com mais ônibus e linhas, além de garantir a segurança dos usuários com a sanitização dos veículos para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Os ônibus estão sendo higienizados no Terminal de Transporte Urbano (TTU) com quaternário de amônia.

O Consórcio atendeu também a norma para que fosse aceito novamente o pagamento em dinheiro nos ônibus.

A opção pelo fim da intervenção decorreu ainda do ganho de uma ação na Justiça por parte da empresa para que a Prefeitura assumisse os investimentos em compras de novos ônibus. O município entende que este é um investimento privado, e que é inaceitável que estes custos sejam arcados pelos cofres públicos”, informa a prefeitura.

De acordo com o diagnóstico da intervenção, o maior problema enfrentado pelo transporte coletivo no local atualmente é a redução reduzida de passageiros. Antes da pandemia, 135 ônibus atendiam cerca de 60 mil passageiros. Atualmente, são 80 ônibus que atendem apenas 20 mil passageiros por dia, incluindo passageiros isentos. O movimento cai ainda mais nos finais de semana.

Porém, com o início da vacinação contra a Covid-19 no município, desde a última semana, e com a volta às aulas, a previsão é que haja aumento da demanda de usuários.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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