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Ônibus é incendiado por bandidos em Duque de Caxias (RJ)

Empresa Santo Antônio atua na Baixada - A FOTO É MERAMENTE ILUSTRATIVA!

De acordo com Fetranspor, com este veículo, já são 222 coletivos destruídos por criminosos no Estado

ADAMO BAZANI

Um ônibus da empresa Transportes Santo Antônio foi atacado e incendiado por bandidos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta sexta-feira, 29 de janeiro de 2021.

O veículo que fazia a linha Estrada da Pedrinha x Sarapuí foi parado pelo bando na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Corte 8, próximo à favela da Mangueirinha.

De acordo com as primeiras informações, os criminosos inicialmente jogaram pedras contra o ônibus para o veículo parar.

Os passageiros e o motorista foram obrigados a descer pelos marginais que atearam fogo no ônibus em seguida.

Apesar da brutalidade do ataque, ninguém se feriu.

O bando fugiu em seguida.

A Polícia Militar diz que apura as causas do crime.

Em nota, a Fetranspor, que representa as empresas, diz que com este ataque, desde 2016, o número de ônibus destruído por bandidos chega a 222.

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) lamenta mais um ataque a ônibus na Baixada Fluminense. Desta vez, o incêndio criminoso aconteceu com um veículo da empresa Transportes Santo Antônio, que fazia o trajeto Estrada da Pedrinha x Sarapuí.

Um grupo jogou pedras no coletivo e forçou a sua parada na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Corte 8, próximo à favela da Mangueirinha. Os passageiros foram obrigados a desembarcar, e o veículo foi incendiado em seguida. Não houve feridos.

Este é 62º ônibus incendiado de empresas filiadas ao Setransduc, sindicato que atua na região de Duque de Caxias e Magé, desde 2016. O quarto no curto espaço de tempo de novembro do ano passado até hoje (29/01). Com isso, sobe para 222 o número de ônibus incendiados no Estado do Rio desde 2016. Destes, mais de 40% eram climatizados.

Tais ações impactam diretamente a população, que sofre com a redução da oferta de transportes. Um ônibus incendiado deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros em seis meses, tempo que seria necessário para a recomposição da frota. É importante lembrar, no entanto, que a inexistência de seguro para este tipo de sinistro e a crise econômica do setor, que tem feito as empresas perderem a capacidade de investimentos, tornaram completamente inviável a reposição de ônibus incendiados. 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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