CPTM esclarece redução da distância entre os trens e plataformas e parâmetros de composições em concessão das linhas 8 e 9

Trem da linha 9

Novas composições devem ser compatíveis com todas as linhas da rede. Concessionária terá de bancar rede própria de wifi para passageiros

ADAMO BAZANI /WILLIAN MOREIRA

A CPTM divulgou nesta quinta-feira, 28 de janeiro de 2021, uma nova série de respostas a questionamentos realizados por grupos empresariais e empresas individuais com interesse na concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Entre as perguntas, a de número 50 trata de diretrizes contidas nos novos trens que devem por via de contrato ser comprados logo no começo da concessão para que uma parte dos trens mais antigos seja devolvida para a companhia realocar em outras linhas que ainda vão permanecer sob operação estatal.

De acordo com a CPTM, estes novos trens devem ter compatibilidade com sistemas de outras linhas não envolvidas no certamente, padrão adotado pela empresa já na compra de novas sinalizações nos últimos anos.

Entretanto o sistema de sinalização embarcada deverá ser compatível apenas com a linha 8 e linha 9.

QUESTÃO 50 Os carros deste projeto devem ser compatíveis com as linhas 7/10/11/12/13? Por exemplo, sistema de informação aos passageiros e sistema de sinalização a bordo. RESPOSTA 50: Conforme item 4 do Apenso 1, parte I do Anexo II.F, os trens devem estar aptos a operar em todas as linhas da CPTM, incluindo o citado sistema de informações aos passageiros. Já para o sistema de sinalização embarcada, conforme item 4.2 do Apenso citado, deverá ser compatível somente com as sinalizações de campo presentes nas Linhas 8 e 9.

De acordo com a publicação oficial, os trens devem ter salão contínuo, com passagem entre os carros medindo até 86 centímetros. O comprimento de toda a composição deve ser em torno de 168,5 metros, com cada carro (erroneamente chamando de vagão) medindo até 21,7 metros. Por dentro, cada trem deve ter 2,20 metros. As composições serão formadas por oito carros

– Diretrizes Básicas de Trem de 8 carros VF 5.2 Configuração e Dimensões do Trem 5.2 Configuração e Dimensões do Trem Comprimentos aproximados: (i) Nominal do trem – 168.520 mm; (ii) Nominal do CMC – 21.700 mm; (iii) Nominal do CR e do CM – 19.850 mm; (iv) Nominal do “Gangway” – 860 mm. As distâncias relativas aos centros das portas e ao centro dos “gangways”: Distâncias entre os centros das portas de todos os carros = 4.900 mm. Distância entre o centro da porta (Próxima do “Gangway”) e do centro do “Gangway” = 3.005 mm. Distância entre centros das portas de carros diferentes = 6.010 mm. A largura externa da caixa deverá ser de 3.050 mm. Serão instalados estribos nas portas cujas dimensões devem ser definidas, de forma a respeitar a largura máxima de 3.300 mm. A altura livre útil do salão de PASSAGEIROS deve ser de no mínimo 2.200 mm (“Pé direito”)

Outro questionamento foi em relação ao sinal de internet grátis por meio de wifi ao passageiro.

Segundo a CPTM, a concessionária vai ter de oferecer rede própria, não podendo aproveitar a estrutura atual.

A Concessionária não contará com a infraestrutura existente de rede Wi-Fi nas linhas 8 e 9 obrigando-se a projetar e a implantar sistema de rede Wi-Fi – Livre para ambas as Linhas – diz trecho da resposta.

As respostas aos questionamentos também esclarecem que a concessão determina redução do vão entre o trem e a plataforma nas estações Imperatriz Leopoldina, Lapa, Comandante Sampaio e Antônio João. Também é prevista a adequação das plataformas das estações Júlio Prestes, Palmeiras-Barra Funda, Domingos de Moraes, General Miguel Costa, Quitaúna, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Sagrado Coração, Engenheiro Cardoso, Itapevi, Santa Rita e Amador Bueno Presidente Altino, Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária, Pinheiros, Hebraica-Rebouças, Cidade Jardim, Granja Julieta, Autódromo e Primavera-Interlagos, Vila Olímpia, Morumbi, Socorro e Jurubatuba.

Em relação a altura das plataformas em relação aos trens,  deve haver obras nas estações Sagrado Coração e Antônio João. A redução da altura deve ocorrer também nas estações Lapa, Imperatriz Leopoldina, Palmeiras-Barra Funda, Osasco Comandante Sampaio, General Miguel Costa, Carapicuíba, Antônio João, Barueri, Engenheiro Cardoso, Presidente Altino, Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária, Pinheiros, Hebraica-Rebouças, Cidade Jardim, Granja Julieta, Autódromo e Primavera-Interlagos.

06 Anexo II.A Vão trem-plataforma O Anexo II.A e seus Apensos indicam a necessidade de redução do vão entre trem e plataforma nas estações Imperatriz Leopoldina, Lapa, Comandante Sampaio e Antônio João. Foi constatado através de visitas que a distância entre o trem e a plataforma nas estações Júlio Prestes, Palmeiras-Barra Funda, Domingos de Moraes, General Miguel Costa, Quitaúna, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Sagrado Coração, Engenheiro Cardoso, Itapevi, Santa Rita e Amador Bueno Presidente Altino, Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária, Pinheiros, Hebraica-Rebouças, Cidade Jardim, Granja Julieta, Autódromo e Primavera-Interlagos, Vila Olímpia, Morumbi, Socorro e Jurubatuba também está acima do limite da norma NBR 14021. Entendemos que as plataformas destas estações também deverão ser ajustadas pela Concessionária. O entendimento está correto? RESPOSTA 145: Sim, o entendimento está correto. Conforme item 2 (iii) do Anexo II.A, as estações deverão ser dotadas de acessibilidade universal, devendo a Concessionária realizar os ajustes necessários à conquista de referida acessibilidade e arcar com os custos decorrentes. QUESTÃO 146 06 Anexo II.A Altura trem-plataforma O Anexo II.A e seus Apensos indicam a necessidade de redução da altura entre trem e plataforma nas estações Sagrado Coração e Antônio João. Constatamos nas visitas que a altura entre o trem e a plataforma nas estações Lapa, Imperatriz Leopoldina, Palmeiras-Barra Funda, Osasco Comandante Sampaio, General Miguel Costa, Carapicuíba, Antônio João, Barueri, Engenheiro Cardoso, Presidente Altino, Ceasa, Jaguaré, Cidade Universitária, Pinheiros, Hebraica-Rebouças, Cidade Jardim, Granja Julieta, Autódromo e Primavera-Interlagos também está acima do limite da norma NBR14021. Entendemos que as plataformas destas estações também deverão ser ajustadas pela Concessionária. O entendimento está correto? RESPOSTA 146: Sim, o entendimento está correto. Conforme item 2 (iii) do Anexo II.A as estações deverão ser dotadas de acessibilidade universal, devendo a Concessionária realizar os ajustes necessários à conquista de referida acessibilidade e arcar com os custos decorrentes.

LINHAS 8 E 9 TRANSPORTAM UM MILHÃO DE PASSAGEIROS POR DIA

Ambas as linhas transportam mais de um milhão (1,088 milhão) de pessoas por dia.

A Linha 8-Diamante, que liga Júlio Prestes a Amador Bueno, tem 41,6 Km de extensão e 22 estações, atendendo aos municípios de São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira e Itapevi, com integrações na Linha 7 Rubi e Linha 9 Esmeralda da CPTM, e na Linha 3 Vermelha do Metrô, e demanda MDU (Movimento em Dias Úteis), em 2019, de 497 mil passageiros transportados/dia.

A Linha 9-Esmeralda, interliga Osasco a Varginha, estende-se por 32 km e tem 18 estações, atendendo às cidades de São Paulo e Osasco, com integrações na Linha 8 Diamante da CPTM, e Linhas 4 Amarela, 5 Lilás e 17 Ouro do Metrô, e demanda MDU, em 2019, de 591 mil passageiros transportados/dia.

EDITAL

O prazo de vigência da concessão das Linhas 8 e 9 da CPTM é de 30 anos, contados a partir da data indicada na ordem de início da operação comercial, conforme definido no contrato.

O valor estimado é de R$ 3.356.000.000,00 (três bilhões, trezentos e cinquenta e seis milhões de reais) na data base de 1º de setembro de 2020, correspondente ao valor do somatório dos investimentos estimados a cargo da concessionária, adicionando o valor da outorga fixa mínima, de R$ 303 milhões.

A definição da frota será parcialmente disponibilizada pela CPTM, em nome do poder concedente. A concessionária deverá adquirir 34 novos trens e realizar a remobilização de dois trens para compor a frota de trens para operação das linhas.

Outros pontos:

– renovação da área do pátio de Presidente Altino, e transferência das atividades de manutenção da CPTM para outros locais;

– modernização dos sistemas de sinalização e telecomunicações;

– aprimoramento do sistema de suprimento de energia; e

– implementação de novo Centro de Controle Operacional.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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