Concessionária do transporte local alegou problemas financeiros e foi afastada da operação do serviço pela Prefeitura
WILLIAN MOREIRA
Moradores de Barretos, no interior de São Paulo, já estão há dez dias consecutivos sem contar com o atendimento pelo transporte coletivo, completados nesta quinta-feira, 28 de janeiro de 2021. O problema se deve a uma crise sofrida pela Concessionária VIASA (Viação Sarri Ltda.) que passa por dificuldades financeiras.
O problema, que levou a uma decisão mais drástica da gestão local, começou em 18 de janeiro deste ano, quando uma greve dos empregados teve início. Eles cobravam o pagamento dos salários de dezembro de 2020 e janeiro deste ano, além do décimo terceiro.
A VIASA na ocasião mencionou os problemas financeiros agravados pela pandemia do vírus da covid-19, onde a perda de caixa mensal girava em torno de R$ 300 mil, impossibilitando o cumprimento das obrigações trabalhistas.
Diante de uma situação de impasse, a Prefeitura de Barretos publicou o Decreto Municipal nº 10.861 de 22 de janeiro que trata da suspensão do contrato da cidade com a Viação Sarri por um período de 180 dias corridos.
Segundo o documento, durante este tempo será apurada as razões da prestação “imperfeita e inadequada” do atendimento, bem como analisado o problema financeiro da empresa que resultou na greve, e promovida uma auditoria na VIASA, fazendo um levantamento dos descumprimentos contratuais no serviço de transporte coletivo.
Ainda durante o tempo de suspensão, a Prefeitura de Barretos poderá contratar outra empresa em caráter emergencial, já que o transporte é considerado um serviço essencial.
Outro ponto importante é que o contrato com a Viação Sarri, apesar de suspenso, poderá ser encerrado ou rompido em definitivo a qualquer momento após a auditoria.
Ao Jornal de Barretos na última segunda (25) a VIASA afirmou ter demitido 70 funcionários em virtude da suspensão do contrato pela Prefeitura.
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte
