Metrô de São Paulo prorroga prazo para projetos de centrais geradoras de energias incentivadas

Objetivo é auxiliar a na redução de despesas com consumo de energia elétrica, além de permitir a comercialização de eventual excedente. Foto: Diário do Transporte

Em julho de 2020, Companhia recebeu propostas de interesse de 14 empresas ou consórcios

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metrô de São Paulo publicou oficialmente neste sábado a prorrogação do Chamamento Público N° 36/2020, cujo foco é o Procedimento de Manifestação de Interesse para elaboração de estudos técnicos, econômico-financeiros e jurídicos para a estruturação de projetos para instalação, operação e manutenção de centrais geradoras de energias incentivadas.

O objetivo é auxiliar a estatal na redução de despesas com consumo de energia elétrica, além de permitir a comercialização de eventual excedente.

O prazo de entrega dos estudos foi prorrogado em 22 dias, ficando assim até às 17h do dia 18 de fevereiro de 2020.


Como mostrou o Diário do Transporte, em 23 de julho de 2020 o Metrô de SP divulgou a relação de 14 empresas ou consórcios que foram selecionados para apresentar estudos para implantar e manter novas centrais de geração de energia.

À época, o Metrô estipulou prazo de 120 dias para as empresas ou consórcios apresentarem os estudos. Após a análise dos trabalhos deve ser lançada uma licitação.

As selecionadas são:

Consórcio Enel X, Radar PPP, KMR Energia e Cescon & Barrieu; 2. Consórcio Soma Energias Eirelli (Soma) e Ventus, Inovação & Energia (VIE); 3. Transformadores e Serviços de Energia das Américas S.A.;4. GD Solar Holding S.A.; 5. Modus Engenharia e Serviços Ltda.; 6. CRA Engenharia de Infraestrutura Ltda.; 7. Consórcio Solar Metrô De São Paulo; 8. Consórcio BRA Energia, Edelstein Advogados, Gabriel Tabosa De Castro ME e XVV Advogados; 9. Nova Engevix Engenharia e Projeto S.A.; 10. Aes Tietê Energia S.A.;11. Cobra Brasil Serviços, Comunicações e Energia S.A.; 12. Consórcio Geração Metrô SP;13. Consórcio KL Serviços de Engenharia S.A. e Yasser Holanda Advogados Associados; 14. Consórcio QUANTA, SMF, ORV e AEA

A disponibilização de eletricidade excedente ao mercado é possível de acordo com o marco regulatório do setor energético.

A Companhia do Metrô informou que aproximadamente 200 mil m² de área das coberturas das estações e pátios de manutenção poderão receber módulos fotovoltaicos para geração de energia solar, o que poderia reforçar a oferta de eletricidade do projeto.

Além disso, os estudos podem propor áreas da estatal na cidade de São Paulo além das estações, de propriedade da Companhia, como terrenos remanescentes de obras de expansão da rede, para instalação de células fotovoltaicas. Há até mesmo a possibilidade de implantação de unidades geradoras em outras regiões do país.

O melhor estudo poderá compor o futuro edital para a contratação do serviço.

Para efeito de seleção, o Metrô irá considerar fatores como resultado econômico-financeiro, impacto socioambiental, e melhores técnicas de elaboração.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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